Volvo reformula SUV mais vendido e estuda oferta de ações

Elisabeth Behrmann

(Bloomberg) -- A Volvo Car Group, que caminha para uma venda de ações em bolsa, revelou uma versão reformulada de seu carro mais vendido, o XC60. O modelo competirá com o Audi Q5 e com o Mercedes-Benz GLC no disputado mercado dos SUVs compactos.

O veículo, que irá à venda neste ano, tem design inspirado no bem-sucedido SUV XC90, modelo top de linha da Volvo, e apresenta os mesmos sistemas de segurança, como um assistente de direção que evita colisões frontais. O carro também é capaz de dirigir e frear sozinho a uma velocidade de até 130 quilômetros por hora em rodovias, informou a Volvo em apresentação no Salão Internacional do Automóvel de Genebra.

"Este é um segmento que está crescendo e a precificação vai se tornar mais difícil", disse Stuart Pearson, analista do Exane BNP Paribas em Londres. "O Q5 ainda é novo, o Mercedes GLC ainda tem força" e o BMW X3 será substituído no fim do ano, "por isso, em essência, eles competirão ombro a ombro".

A Volvo está colhendo os frutos de um investimento de US$ 11 bilhões para a modernização de suas fábricas e a reformulação de sua linha de montagem, que começou com o XC90 em 2014. A fabricante com sede em Gotemburgo, na Suécia, é de propriedade do bilionário chinês Li Shufu, que comprou a marca da Ford Motor por US$ 1,5 bilhão em 2010. O aumento da demanda do novo XC60, cuja versão atual de nove anos respondeu por cerca de um terço das vendas da Volvo em 2016, daria impulso à oferta pública inicial que a empresa está avaliando.

A Volvo está construindo uma fábrica nos EUA e expandindo a produção na China em um momento que mira a venda anual de 800.000 unidades até 2020. O número equivaleria a um aumento de 49 por cento em relação ao total de 2016, de 534.000 carros, embora ainda represente menos da metade do volume das maiores produtoras de carros de luxo do mundo. Líder do segmento, a Mercedes-Benz ampliou suas vendas em 11 por cento no ano passado, para 2,08 milhões de automóveis.

O XC60 "representa o próximo passo no nosso plano de transformação", disse o CEO da Volvo, Hakan Samuelsson, em comunicado.

A Volvo começou a se movimentar no ano passado para utilizar fontes de financiamento de todo o mundo em um momento em que se prepara para um possível IPO, embora ainda não tenha decidido se venderá ações ao público. Em outras oportunidades a empresa tomou empréstimos de bancos chineses. O IPO é uma "opção para o futuro", disse Samuelsson, em entrevista à Bloomberg Television no Salão de Genebra.

A fabricante de veículos realizou sua primeira venda de títulos em maio, captando 500 milhões de euros (US$ 526 milhões) de investidores institucionais, e deu sequência ao plano vendendo 3 bilhões de coroas (US$ 332 milhões) em títulos a compradores suecos em novembro. Um mês depois, levantou 5 bilhões de coroas com uma venda de ações preferenciais a três investidores suecos, papéis que podem ser convertidos em ações ordinárias.

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