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Joalheria Pandora traça caminho para valorização de US$ 1 bi

Christian Wienberg

(Bloomberg) -- O homem que gerencia as finanças da fabricante de joias dinamarquesa Pandora, que viu seus lucros triplicarem nos últimos cinco anos, está ansioso para adquirir mais empresas varejistas parceiras para desbloquear aquilo que os analistas chamam de "tesouro escondido", algo que poderia adicionar mais de US$ 1 bilhão ao valor de mercado da companhia.

"O retorno sobre essas transações normalmente é muito bom", disse o diretor financeiro, Peter Vekslund, em entrevista, na sede da empresa, em Copenhague, na segunda-feira. "A estratégia de comprar distribuidoras tem sido o motor do crescimento da companhia."

A Pandora quer adquirir empresas parceiras quando seus contratos chegarem ao momento da renovação, com termos atuais que muitas vezes refletem épocas passadas, quando não se sabia que a companhia poderia fazer sucesso no mundo da venda de joias no varejo.

Se a Pandora desejar adquirir todas as suas distribuidoras restantes, ampliará em 8,8 bilhões de coroas (US$ 1,3 bilhão) o valor de mercado da companhia, segundo cálculos do vice-presidente do Jyske Bank, Frans Hoyer, com base nos múltiplos dos negócios recentes. Ele mantém uma forte recomendação de compra para a ação, segundo dados da Bloomberg.

"Isso significa que estamos assumindo o controle pleno da marca", disse o diretor financeiro. "Mas também faz bastante sentido do ponto de vista financeiro."

Nos últimos três meses, a Pandora anunciou aquisições de distribuidoras na Bélgica e na África do Sul, onde a companhia se tornará varejista, além de atacadista. Recentemente, a empresa também adquiriu empresas parceiras na China, no Japão e em Cingapura.

'Fatias maiores'

"Agora pegamos fatias maiores", disse Vekslund. "Restam algumas. As maiores são a Rússia e a Espanha."

O diretor também citou Coreia do Sul, Taiwan, Grécia e Israel como países nos quais a Pandora está trabalhando com distribuidores. Ele preferiu não dizer se a Pandora está em negociações concretas para assumir o controle de distribuidoras específicas e também disse que é improvável que a companhia elimine parceiros em todos os países "porque alguns mercados exigem um conhecimento muito especializado".

"Existe uma espécie de tesouro escondido da Pandora", disse Hoyer, do Jyske Bank. "Esperamos que a Pandora consiga comprar essas redes de distribuição em múltiplos bastante favoráveis."

As ações da Pandora se multiplicaram por mais de 16 vezes no período de cinco anos até 2016, quando a fabricante de pulseiras com pingentes triplicou suas receitas para 20,3 bilhões de coroas e seu lucro líquido para 6,03 bilhões de coroas. Os passos para consolidar os negócios nos EUA e ajustar as exportações em sua evolução de atacadista para varejista fizeram a ação perder cerca de 10 por cento de seu valor neste ano, o que a transforma na segunda maior perdedora de 2017 no índice Copenhagen C20. A empresa alertou em 7 de fevereiro que o crescimento das vendas vai desacelerar e que a rentabilidade cairá ligeiramente na comparação com os níveis de 2016.

"Quando emitimos nossas perspectivas usamos um plano detalhado como base -- essa é a nossa melhor visão", disse Vekslund. "O que muitos investidores buscam é o potencial a longo prazo. Estamos confiantes nas oportunidades de crescimento da Pandora a longo prazo." A companhia superou sua projeção inicial para os resultados de 2016.

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