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Eurostar aproveita retorno de turistas dos EUA à Europa

Andrea Rothman e Christopher Jasper

(Bloomberg) -- A Eurostar International afirmou que os turistas americanos estão voltando à Europa à medida que diminuem os receios de ataques terroristas, e o número de passageiros dos EUA em seus trens expressos do Eurotúnel subiu 17 por cento no ano até agora em comparação com o mesmo período de 2016.

A demanda por viagens a trabalho também aumentou, particularmente no Reino Unido, onde as reservas registraram alta de 4 por cento nas primeiras 10 semanas, afirmou a Eurostar nesta quinta-feira após informar um prejuízo de 25 milhões de libras (US$ 31 milhões) referente a 2016, em contraste com um lucro de 34 milhões de libras no ano anterior.

"Com a volta dos passageiros dos EUA e com o aumento das viagens a trabalho, o mercado atualmente se recupera fortemente e estamos otimistas com as perspectivas de crescimento para este ano", disse o CEO Nicolas Petrovic. Também ressurgiram as reservas feitas por chineses e australianos, e é boa a visibilidade até a Páscoa, período de viagens fundamental, disse ele, em uma entrevista.

O total de passageiros da Eurostar caiu 4 por cento em 2016, para 10 milhões, após uma série de ataques terroristas na Europa em cidades como Paris e Bruxelas, dois dos três principais terminais da Eurostar. Visitantes dos EUA e grupos de turistas asiáticos foram alguns dos grupos que se mantiveram à distância.

Impacto atual

As vendas caíram 3 por cento no ano passado para 794 milhões de libras (US$ 974 milhões), ou 8 por cento a um câmbio constante. A recuperação começou a acontecer no fim de 2016, e a Eurostar teve o mês de dezembro mais movimentado de sua história porque a desvalorização da libra depois que o Reino Unido decidiu, em referendo, sair da União Europeia estimulou os parisienses a visitar Londres.

A recuperação do número de passageiros dos EUA ganhou impulso com a valorização do dólar, e esse mesmo fator também instigou os europeus a tirar férias localmente em vez de viajar para o outro lado do Atlântico, disse Petrovic. No geral, o volume de passageiros oriundos de fora da Europa aumentou 18 por cento nas primeiras 10 semanas do ano.

Entre as pessoas que moram em Londres e viajam a negócios, a base de clientes da Eurostar atualmente abarca muito mais que a indústria financeira, porque passou a incluir profissionais de setores como energia, tecnologia e varejo, entre outros, disse o CEO. A economia da França também está melhorando, disse ele, embora tenha mencionado a próxima eleição presidencial do país, junto com o resultado das negociações do Brexit e a possibilidade de outros ataques terroristas, como fatores que poderiam limitar ou reverter a tendência da demanda.

Por este motivo, a companhia não reativará as frequências que eliminou no ano passado depois do referendo do Reino Unido. "Ainda estamos no começo de nossa recuperação", disse Petrovic. "Ainda há incertezas demais."

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