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Startup suíça leva IA ao negócio de selos musicais

Kim Robert McLaughlin

(Bloomberg) -- Uma startup suíça-sueca quer levar o poder do big data e da análise das redes sociais para a indústria musical, oferecendo aos artistas informações instantâneas a respeito de onde e como suas músicas estão sendo tocadas para que possam vendê-las de forma mais efetiva para os fãs.

A Utopia Music Group está sendo apresentada como um novo tipo de empresa discográfica por seu fundador, Mattias Hjelmstedt. Assim como um selo tradicional, a Utopia Music também produzirá e agendará shows ao vivo e gerenciará a logística dos artistas, como voos, táxis e quartos de hotel.

Mas a empresa afirma que oferece mais -- um software de inteligência artificial que filtra dados coletados de sites como Facebook, Twitter e Instagram. Esses dados, amplificados pela informação que vem do YouTube, das listas de reprodução da rádio e dos serviços de streaming de música, oferecem informações que identificam, por exemplo, onde estão os públicos de mais rápido crescimento dos músicos. Esse conhecimento pode ser usado para aumentar a receita com decisões melhores sobre campanhas publicitárias, shows ao vivo e promoções.

"Atualmente o mundo da música é tão digital que você pode, em essência, ver o resultado do marketing segundos depois", disse Hjelmstedt, em entrevista por telefone, antes da Winter Music Conference, nesta semana, em Miami.

Ao contrário dos acordos fechados com os selos tradicionais, a Utopia Music firmará contratos abertos com os artistas, o que permite que sejam desfeitos a qualquer momento, disse Hjelmstedt. O programador e empreendedor serial, que fundou o serviço de TV baseado em nuvem Magine e ajudou a fundar a empresa de vídeo sob demanda Voddler, está convencido de que os artistas não irão embora quando virem os benefícios de uma estratégia de marketing impulsionada pela inteligência artificial que coleta dados globais sobre os hábitos dos ouvintes e tendências emergentes, contrastando assim com a abordagem padrão de "atirar para todo lado", disse ele.

"Somos uma mistura de selo de gravação, editora musical e empresa de gestão que trabalha com os artistas para reduzir a cadeia de valor e usar a tecnologia para ampliar seu alcance de forma transparente", disse Hjelmstedt. "As gravadoras da atualidade não usam muitas das tecnologias modernas de marketing, elas meio que lançam seus produtos para ver se colam."

A companhia, atualmente financiada pelos suecos e por um pequeno grupo de investidores, planeja levantar uma soma "maior" no fim do terceiro trimestre para investir em empresas de gestão e artistas para explorar os fluxos de receita existentes, disse Hjelmstedt.

Contatos pessoais

Atualmente, os artistas ganham mais em turnê do que com distribuição e o setor é muito antiquado, considerando que os agendamentos de shows ainda dependem de contatos pessoais, segundo Hjelmstedt. A Utopia Music pode ver que um artista deveria fazer uma viagem amanhã ao Queens, em Nova York, por exemplo, porque sua base de fãs está crescendo lá.

"Isso pode mudar toda a indústria de turnês, fazendo com que o artista esteja sempre onde faz mais sucesso, o que aumentaria sua renda significativamente", disse ele.

A Utopia Music tem sede em Zug, na Suíça, para tirar proveito das melhores leis corporativas internacionais para melhorar a receita dos artistas, disse Hjelmstedt. A Utopia mantém seu principal escritório operacional em Barcelona, que possui leis clementes com as startups, e tem satélites em Los Angeles e Nova York.

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