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GE vê expansão de 15% em unidade de motores de aviões no Brasil

Fabiola Moura

(Bloomberg) -- A operação brasileira de reparos de motores de aeronaves da General Electric deve crescer 15 por cento até 2020, apesar de a economia do país continuar tropeçando.

A unidade Celma da companhia dos EUA revisará em torno de 550 motores em 2020, contra 480 atualmente, disse o gerente-geral Julio Talon. O faturamento da Celma dobrou nos últimos sete anos para US$ 2 bilhões com a operação focando em clientes internacionais como Southwest Airlines, American Airlines e FedEx.

"Eu trago um motor de jato ou peça de qualquer lugar do mundo em cinco dias", disse Talon, em entrevista, no Salão Internacional de Aviação do Brasil, no Rio de Janeiro. "Em 65 dias, o motor está de volta com meu cliente após ser consertado. O tempo é 15 a 20 dias mais rápido que o de qualquer outro concorrente."

Talon contratou 100 mecânicos por ano nos últimos seis anos para fazer manutenção, reparos e revisões de motores, conectando-se com possíveis funcionários por meio de uma parceria com o Sesi. Esse tipo de contratação é uma raridade em um país em que a economia encolheu dois anos seguidos e em que o índice de desemprego atingiu um recorde de 13,2 por cento no trimestre até fevereiro.

A competitividade da operação da GE está sendo afetada pela decisão do governo brasileiro de acabar com um incentivo fiscal aplicado às folhas de pagamento com o objetivo de cumprir as metas orçamentárias. Como resultado, a Celma, que tem sede em Petrópolis, no Rio de Janeiro, sofreu aumento de 6 por cento nos custos da mão de obra.

"Minha concorrência está na China ou na Malásia", disse Talon. "Incentivos fiscais não podem ser políticas de curto prazo."

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