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Jovens americanos estão deixando casamento de lado

Ben Steverman

(Bloomberg) -- Não faltam teorias a respeito de como e por que os jovens de hoje são diferentes de seus pais.

Como sempre ressaltam os consultores de marketing, os chamados baby boomers e a geração Y parecem ter atitudes bastante diferentes em relação a praticamente tudo, desde dinheiro e esportes até café da manhã e almoço.

Uma nova pesquisa busca fundamentar essas observações com dados sólidos. O Centro Nacional de Pesquisa sobre Família e Casamento da Universidade Estadual de Bowling Green decidiu comparar pessoas de 25 a 34 anos em 1980 -- os baby boomers -- com um grupo da mesma faixa etária de hoje. A pesquisadora Lydia Anderson comparou dados do Censo dos EUA de 1980 com as informações da Pesquisa da Comunidade Americana mais recente, de 2015.

Os resultados revelam algumas diferenças nítidas na forma como os jovens americanos vivem hoje em comparação com três ou quatro décadas atrás.

Em 1980, dois terços dos jovens com 25 a 34 anos já estavam casados. Um em cada oito deles já havia se casado e divorciado. Em 2015, apenas duas em cada cinco pessoas na mesma faixa etária estavam casadas e apenas 7 por cento já haviam se divorciado.

A ansiedade dos baby boomers para se casar mostra que eles tinham uma probabilidade muito maior que a dos jovens de hoje de viver por conta própria. Lydia Anderson analisou a fatia de cada geração que vive de forma independente, seja como chefes de sua própria família, seja em casais.

A chance de que os americanos de vinte e tantos anos morem com seus pais ou avós mais que duplicou. Em 1980, apenas 9 por cento dos jovens com 25 a 34 anos o faziam. Em 2015, 22 por cento moravam com seus pais ou avós.

A geração Y tem também uma probabilidade menor que a dos boomers de viver com filhos -- e de ser dono de um imóvel.

É fácil observar esses números e afirmar que a geração Y está ficando para trás em relação aos seus pais boomers. Contudo, embora os jovens americanos adiem o casamento, os filhos e a compra de um imóvel, eles estão à frente de seus pais em um quesito: escolaridade.

Não há sinal, tampouco, de que os jovens de hoje sejam mais preguiçosos que os de três décadas atrás. Em 1980, 74 por cento dos baby boomers informaram que haviam trabalhado na semana anterior, mostram os dados do Censo. Em 2015, uma fatia um pouco maior da geração Y, 77 por cento, disse o mesmo.

Mais um ponto para a geração Y.

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