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Cada vez mais empresas usam robôs em depósitos nos EUA

Patrick Clark e Kim Bhasin

(Bloomberg) -- Foi a Amazon que introduziu os operadores de depósitos dos EUA no negócio de robôs.

A Quiet Logistics, que envia roupas de seu depósito em Devens, Massachusetts, EUA, usava robôs fabricados por uma empresa chamada Kiva Systems. Quando a Amazon comprou a Kiva em 2012, a Quiet contratou cientistas. Em 2015, ela criou uma nova empresa chamada Locus Robotics, que arrecadou US$ 8 milhões em capital de risco. No ano passado, a Locus apresentou sua própria solução de robótica para depósitos, chamada LocusBot - primeiro ela foi usada na própria divisão da Locus e depois foi vendida a empresas que enviam de tudo, de eletrodomésticos a autopeças.

Agora, a Locus pescou um peixe mais gordo: vai vender seus robôs para a DHL Worldwide Express (uma unidade da Deutsche Post DHL Group), a maior empresa de logística terceirizada do mundo. A DHL utilizará as máquinas em um local em South Haven, Mississipi, EUA, para ajudar no envio de dispositivos cirúrgicos para salas de cirurgia em todo o país.

Para fazer isso, o software da Locus manda um LocusBot para a prateleira específica onde está o item. Lá, um trabalhador humano lê uma descrição do item em um iPad e o coloca em um recipiente de plástico montado na máquina. A ideia é que o robô faça a maior parte dos deslocamentos, enquanto o trabalhador simplesmente percorre uma área específica.

"A primeira tendência foi tentar substituir os seres humanos", disse Rick Faulk, presidente da Locus. "Agora se trata de um trabalho colaborativo entre humanos e robôs."

Nova tendência

A Locus não está sozinha. A aquisição da Kiva pela Amazon começou uma corrida entre fabricantes de robôs e empresas de entregas nos EUA, que se apressaram a seguir o ritmo da gigante do comércio eletrônico. Uma delas é a 6 River Systems, uma empresa com sede em Waltham, Massachusetts, EUA, fundada por ex-funcionários da Kiva, que nesta semana apresentará seu robô na ProMat, uma exposição do setor em Chicago. Há também a Fetch, uma empresa em San Jose, Califórnia, cujo robô percorre rapidamente os depósitos e também faz a caminhada dos trabalhadores.

As grandes mudanças na robótica de depósitos, disse Adrian Kumar, vice-presidente de design de soluções da DHL, vem em resposta à ascensão do comércio eletrônico. Durante décadas, os operadores se concentraram na tarefa de carregar os paletes e enviá-los para os varejistas, que separavam os envios e os encaminhavam para locais de varejo. Os pedidos on-line, por outro lado, necessitam que o expedidor embale caixas com um conjunto diversificado de itens individuais e os encaminhe para as casas dos clientes.

Isso deu lugar ao que no negócio chamam de robótica colaborativa, onde um trabalhador humano do depósito trabalha junto com uma máquina autônoma.

Na economia como um todo, quase 25 milhões de empregos serão perdidos para a automação nos próximos 10 anos e a nova tecnologia criará 15 milhões de empregos, de acordo com a empresa de pesquisa Forrester. No negócio de logística, os robôs de depósito mais inteligentes provavelmente reduzirão o número de pessoas necessárias para fazer funcionar um centro de atendimento.

"Eu acho que as pessoas estão investindo em automação não por causa de uma escassez de mão de obra no curto prazo", disse Karl Siebrecht, presidente da Flexe, uma empresa com sede em Seattle, EUA, que se autointitulou como a Airbnb de espaços de depósito. "Trata-se de melhorar a produtividade. Fundamentalmente, isso significa que as pessoas serão substituídas."

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