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Empresas começam a utilizar inteligência artificial na nuvem

Dina Bass e Mark Bergen

(Bloomberg) -- Em outubro, Brian Faivre, da Deschutes Brewery, estava fermentando um lote de Obsidian Stout em um tanque enorme. Algo estava errado; a cerveja não estava fermentando na temperatura de sempre. Felizmente, um sistema de software lançou um alerta e ele resolveu o problema.

"Teríamos que jogar fora um lote inteiro", disse o cervejeiro. Quando o resultado final de uma empresa é cerveja, isso é uma calamidade.

O software que detectou a anomalia na temperatura é da Microsoft e é um novo tipo que emprega uma forma poderosa de inteligência artificial chamada aprendizado de máquina. O que o torna potencialmente revolucionário é que a Deschutes alugou a ferramenta pela internet no serviço de computação na nuvem da Microsoft.

Todos os dias a Deschutes utiliza o sistema para decidir quando parar uma parte do processo de elaboração da cerveja e começar outro, economizando tempo e produzindo uma cerveja melhor, disse a empresa.

A cervejaria com sede em Bend, Oregon, EUA, faz parte de um grupo cada vez maior de empresas que utilizam novas combinações de ferramentas de IA e serviços na nuvem da Microsoft, da Amazon.com e do Google, da Alphabet. A C-SPAN está usando o reconhecimento de imagem da Amazon para identificar automaticamente quem aparece nos programas de TV do governo que ela transmite. A seguradora USAA planeja utilizar uma tecnologia semelhante do Google para avaliar os danos causados por acidentes de carro e enchentes sem enviar reguladores de seguros humanos.

Pontos fortes

A Amazon é a líder na nuvem pública atualmente, mas cada empresa tem seus pontos fortes. Democratizar o acesso ao poderoso software de IA é a nova batalha e poderia determinar qual dos gigantes da tecnologia acabará conquistando um mercado de infraestrutura na nuvem com um valor de US$ 25 bilhões neste ano, segundo a empresa de pesquisa IDC.

"Há uma nova geração de aplicativos que necessitam de uma ciência de dados e de um aprendizado de máquina muito mais intensos. Há uma corrida para decidir quem vai fornecer as ferramentas para isso", disse Diego Oppenheimer, diretor executivo da Algorithmia, uma startup que opera um mercado de algoritmos que fazem algumas das mesmas coisas que as tecnologias da Microsoft, Amazon e Google. Se as ferramentas se generalizarem, elas poderiam transformar o trabalho à medida que mais automação possibilitar que as empresas façam mais com a mesma força de trabalho humana.

À medida que o mercado crescer e a concorrência se intensificar, cada vendedor recorrerá a seus pontos fortes.

"O Google tem mais credibilidade com base nas ferramentas que possui; a Microsoft é aquela que conseguirá convencer as empresas a tentarem; e a Amazon tem a vantagem de que a maior quantidade de dados corporativos na nuvem está na Amazon Web Services" disse Diego Oppenheimer. "Qualquer uma delas pode ser a vencedora."

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