Jovem pode dar a Hong Kong primeira startup de US$ 1 bi

Giles Turner e Peter Elstrom

(Bloomberg) -- Hong Kong pode ganhar em breve sua primeira startup bilionária, graças a um empreendedor de 25 anos cuja companhia aluga telefones aos viajantes.

A Tink Labs está em processo de captar cerca de US$ 40 milhões e busca uma avaliação de mais de US$ 1 bilhão, de acordo com pessoas com conhecimento do assunto. A arrecadação ainda não terminou e os números finais poderiam mudar, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque a informação não é pública.

Fundada em 2012 e conduzida pelo CEO Terence Kwok, a Tink Labs mais do que dobrou o número de funcionários durante os últimos 12 meses e agora emprega mais de 300 pessoas. O financiamento será direcionado à contratação de pessoal e aos custos de expansão, e seu alvo são family offices e investidores institucionais. Em setembro, a Tink Labs captou US$ 125 milhões e uma avaliação de mais de US$ 500 milhões, com financiamento da Foxconn Technology Group, da Sinovation Ventures, que pertence a Kai-Fu Lee, e de Cai Wensheng, presidente do conselho da Meitu.

Enquanto a China tem um grupo cada vez maior dos chamados unicórnios, as startups de Hong Kong têm estado ausentes da lista, de acordo com dados compilados pela CB Insights. Hong Kong não tem nenhuma startup avaliada em mais de US$ 1 bilhão, embora sua economia avançada seja considerada uma das capitais financeiras da Ásia. A escassez ocorre, em parte, porque a norma cultural favorece empregos estáveis em companhias estabelecidas e não em propostas independentes e arriscadas. Ao mesmo tempo, os negócios que costumam ser alvo das startups ? como o varejo ? são controlados por um punhado de bilionários locais e seus conglomerados.

A Tink Labs, que coloca smartphones em quartos de hotel, pretende estar disponível em 1 milhão de quartos de hotel até 2018, de acordo com documentos vistos pela Bloomberg. Os telefones da companhia podem ser usados pelos operadores hoteleiros para promover seus serviços, tanto no quarto quanto fora dele, quando levados pelos hóspedes para serem usados como guia gratuito da cidade e aparelho móvel. A startup tem cerca de 120.000 smartphones, chamados Handy, instalados em quartos de hotel operados por grandes grupos, como Starwood e Accor, e em hotéis de renome, como The Ritz, em Londres.

"Obviamente, eles enfrentam alguns desafios porque o serviço não é apto para todos os hotéis", disse Lee. "Dentro da China, os viajantes provavelmente não terão tanto a ganhar. Por isso, ele é idealmente adequado para Hong Kong, Cingapura, Suíça e países como esses."

A Foxconn, que investiu por meio da FIH Mobile, está trabalhando com a Tink Labs para oferecer uma nova versão do smartphone, que possibilitará que os usuários controlem os recursos de entretenimento do quarto.

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