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Startup tenta organizar trânsito caótico de favelas com mapas

Colin McClelland

(Bloomberg) -- Uma startup com sede em Londres, financiada pelo bilionário cofundador do EBay e por um executivo do Uber, está tentando entender redes de transporte aparentemente anárquicas em algumas das maiores cidades do mundo.

WhereIsMyTransport compila informações sobre as rotas de lotações, tuk tuks (triciclo motorizado) ou riquixás (meio de transporte em que uma pessoa puxa uma carroça) que correm por megacidades cheias de favelas, mas não aparecem em nenhum mapa formal. Depois, desenvolvedores de aplicativos e prefeituras utilizam os dados para fazer mapas das redes que ligam esses trajetos informais aos ônibus e trens urbanos tradicionais.

"O mercado para soluções de cidades inteligentes só está começando a esquentar", disse Kim Fennel, CEO da deCarta, uma empresa de mapeamento digital que agora faz parte do Uber. Fennel e Pierre Omidyar, cofundador do EBay, financiaram a startup com 1,76 milhão de libras (US$ 2,15 milhões) no ano passado.

Organização do caos

No mundo desenvolvido, quem usa transporte para o trabalho pode conferir facilmente na internet os horários de trens ou pode chamar um táxi pelo celular, mas a vida não é tão simples para as pessoas em mercados emergentes. As rotas tomadas pelo transporte informal, que inclui motos e os táxis de três rodas chamados tuk tuk, podem mudar sem aviso e não têm horários fixos. Isso só se você souber onde achá-los e for capaz de entender onde eles estão indo, muitas vezes em veículos lotados, sem condições para circular nem respeito pelas leis de trânsito.

Prefeituras de cidades sul-africanas como a de Tshwane, que inclui a capital, Pretória, o sistema de trânsito Gautrain em Johannesburgo e a Universidade da Cidade do Cabo, estão pagando pela informação, segundo o cofundador Devin de Vries. Lotações são muito utilizadas nas cidades da África do Sul.

Criadores de aplicativos obtêm aceso grátis até certo ponto, a partir do qual eles pagam comissões. A equipe da WhereIsMyTransport entra em lotações para monitorar as rotas ou extrair dados de GPS de celulares e incorporá-los à plataforma, disse de Vries, que fundou o empreendimento após ganhar uma competição da Microsoft na Universidade da Cidade do Cabo que o mandou para o Vale do Silício durante um tempo.

Projetos

A WhereIsMyTransport tem mais de 200 projetos subscritos na sua plataforma, entre eles aplicativos e sites, e a empresa conta com dados para 20 cidades de 10 países, disse o CEO de Vries. A companhia pretende levantar mais US$ 2 milhões neste trimestre.

Alguns de seus investidores são Tom Boardman, ex-diretor do banco sul-africano Nedbank Group e presidente da Athena Capital, os fundos de investimentos Goodwell Investments e Horizen Ventures e a investidora de private equity Mertech Services, com sede em Stellenbosch, perto da Cidade do Cabo.

"A maioria das outras empresas nesta área está fazendo aplicativos para a ida e volta do trabalho com foco no passageiro, ou na cidade e no passageiro", disse Ory Okolloh, diretora de investimentos da Omidyar Network. "Há muitos poucos operadores trabalhando para fornecer relatórios analíticos às cidades para ajudar a otimizar e aproveitar toda sua rede de transporte."

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