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Russo que ficou bilionário com Facebook volta às commodities

Yuliya Fedorinova

(Bloomberg) -- O magnata russo que embolsou US$ 1,4 bilhão com uma aposta no Facebook em seus primórdios e ainda detém uma fatia da Uber Technologies voltou ao antiquado setor de commodities.

Alisher Usmanov, 63 anos, revela que anda investindo em empresas de recursos naturais, diante da recuperação que sucede três anos de queda nos preços desses produtos. O Bloomberg World Mining Index avançou 38 por cento em 2016, com a diminuição das preocupações em relação à economia chinesa e o aumento dos preços dos metais. O quadro garantiu a disparada das ações de Fortescue Metals Group, BHP Billiton e Anglo American.

"O ano passado mostrou que companhias de commodities como BHP Billiton, Fortescue e empresas tradicionais do setor de petróleo e gás também são capazes de oferecer elevado retorno sobre o investimento", disse Usmanov em entrevista em seu escritório em Moscou, sem identificar as empresas nas quais adquiriu participação.

O bilionário ganhou muito dinheiro pela primeira vez com minério de ferro e aço, por meio da Metalloinvest Holding. Ele hoje tem a quinta maior fortuna pessoal da Rússia, avaliada em US$ 14 bilhões, de acordo com o Bloomberg Billionaires Index.

Os ganhos da última década vieram com a migração dos investimentos dele para a tecnologia. O valor de sua participação no Facebook se multiplicou por 10. Ele também teve retorno elevado com a abertura de capital da Alibaba Group Holding, em 2014.

Usmanov investiu na Alibaba por meio de fundos da DST Group e começou a vender esses ativos em 2015. A DST comprou ações do Facebook pela primeira vez em 2009, quando a companhia dona da rede social valia cerca de US$ 6,5 bilhões. A DST vendeu uma participação de US$ 1,7 bilhão na abertura de capital do Facebook em 2012, que avaliou a companhia em aproximadamente US$ 100 bilhões.

Por meio da DST e outro fundo de US$ 1 bilhão montado com sócios, o bilionário comprou participação na maior empresa de e-commerce da Índia, a Flipkart Online Services, na fabricante chinesa de smartphones Xiaomi, na indiana Ola Cabs e na chinesa Chuxing. No passado, ele investiu no Twitter e na Apple.

Segundo Usmanov, suas participações atuais nos setores de tecnologia e online vão gerar retorno, mas ele não planeja mais aplicações nesses ramos. As empresas que ele trouxe para sua carteira nos últimos cinco a sete anos continuarão, como a fabricante de sensores para automóveis que rodam sem motorista Quanergy Systems, sediada no Vale do Silício.

No momento, o magnata concentra esforços em levantar dinheiro para novos projetos, não só no setor de tecnologia, e em reduzir as dívidas de algumas de suas empresas.

"O valor de muitos ativos nesse setor já está exagerado", ele disse.

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