Maior produtora de porcos mira transplantes de órgãos humanos

Mario Parker

(Bloomberg) -- A Smithfield Foods, empresa que abate mais porcos no mundo, quer salvar vidas humanas usando sobras de porcos para produzir tecidos e órgãos para transplantes.

A fornecedora de carne suína dos EUA, controlada pela chinesa WH Group, está criando a Smithfield Bioscience, uma divisão que usará subprodutos de suas operações de carne nos setores farmacêutico e médico, informou a empresa na quarta-feira, em comunicado. A Smithfield já vende produtos usados em medicamentos para tratar condições como indigestão e hipotireoidismo.

O novo braço de biociência participará do Instituto Avançado de Fabricação Regenerativa, um empreendimento público-privado dos EUA que conta com financiamento do Departamento de Defesa e que estudará como desenvolver células, tecidos e órgãos humanos. O objetivo da iniciativa é oferecer órgãos para lesões traumáticas, incluindo aquelas sofridas por membros das Forças Armadas.

"Há similaridades impressionantes entre porcos e humanos, por exemplo o nosso DNA e o trato digestivo", disse Courtney Stanton, vice-presidente do Bioscience Group para a Smithfield, por e-mail. Além disso, uma membrana dos intestinos dos porcos foi usada para criar heparina, substância anticoagulante presente no sangue humano, disse ela.

A Smithfield, que tem sede em Smithfield, Virgínia, nos EUA, foi adquirida pela WH em 2013 por US$ 4,73 bilhões. A unidade de carne de porco fresca da Smithfield processou 30,5 milhões de porcos em 2015, segundo registro da companhia.

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