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Mulheres médicas ganham menos que colegas homens nos EUA

Rebecca Greenfield

(Bloomberg) -- As médicas dos EUA não estão ganhando menos que os homens por causa das áreas que escolheram. Até mesmo as mulheres em algumas das especialidades médicas mais bem remuneradas ganham muito menos que seus colegas do gênero masculino.

Cirurgiãs vasculares ganham US$ 89.000, ou 20 por cento, menos por ano que seus colegas homens, de acordo com uma pesquisa com 36.000 salários de médicos realizada por Doximity, um site de networking profissional para médicos. Mulheres cardiologistas ganham US$ 76.000, ou 18 por cento, menos que seus colegas homens. A hematologia tem a menor inequidade salarial, com mulheres ganhando 14 por cento ? US$ 51.643 ? menos que homens com a mesma experiência.

A pesquisa ? com controles relativos à idade dos médicos, quantidade de horas trabalhadas e região ? encontrou uma inequidade salarial de 27 por cento nos EUA, incluindo todas as especialidades e regiões desse país. Ao se concentrar nas distintas especialidades, a diferença diminuiu, mas continuou existindo. Em alguns campos, inclusive em uns dos mais bem remunerados, a inequidade salarial ficou em torno de 20 por cento.

A diferença salarial na medicina está bem documentada. Alguns estudos concluíram que médicos homens ganham quase 40 por cento mais que médicas mulheres. Uma explicação comum é que mulheres optam por campos cuja remuneração é mais baixa, como assistência básica e pediatria. A pesquisa de Doximity parece refutar esta inferência.

"Em nenhum mercado ou especialidade as mulheres ganham mais que os homens, o que é muito surpreendente e perturbador", disse Chris Whaley, economista e um dos autores do estudo. "Talvez fosse esperado que pelo menos em um mercado as mulheres ganhassem mais que os homens, mas não vimos nenhum caso. Continuamos encontrando inequidade salarial."

À medida que uma quantidade maior de mulheres se formou em Medicina e optou por especialidades com maior remuneração, a diferença diminuiu um pouco ? mas não completamente.

As mulheres correspondem a 18 por cento dos ortopedistas com menos de 35 anos e 16 por cento dos urologistas da mesma faixa etária, em contraste com 9 por cento dos ortopedistas e 10 por cento dos urologistas como um todo, segundo uma pesquisa recente da Medscape. Essas tendências reduziram a diferença salarial entre jovens médicos de todos os campos para cerca de 18 por cento, em comparação com 36 por cento para médicos entre 35 e 44 anos, de acordo com a pesquisa.

Mesmo assim, o influxo de mulheres na Medicina não neutraliza outros fatores em jogo. "Sabemos, por diversos outros contextos e setores, que a inequidade salarial foi vinculada a fatores que vão desde a discriminação direta às diferenças de capacitação, experiência e negociações salariais", disse Whaley.

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