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EUA de Trump buscam domínio global do setor de energia

Laura Blewitt

(Bloomberg) -- Os EUA estão em posição de serem dominantes no setor de energia, e não apenas independentes, graças ao fracking e aos planos de relaxar as regulações para as perfurações, disse o secretário do Interior, Ryan Zinke, na segunda-feira.

A produção de petróleo nos EUA poderá aumentar 17 por cento até o fim do ano que vem e atingir um recorde de 10,24 milhões de barris por dia, e as empresas estão reduzindo custos e tornando-se mais eficientes em termos de perfurações, especialmente em áreas como a região oeste do Texas e Dakota do Norte. A produção doméstica não supera os 10 milhões de barris por dia desde 1970. Em um momento em que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros produtores estão reduzindo produção, as exportações dos EUA ficaram acima de 1 milhão de barris por dia pela primeira vez.

"Em 1983, escutei que ficaríamos sem petróleo e combustíveis fósseis definitivamente em 2003. Isso não é verdade", disse Zinke, na Conferência de Tecnologia Offshore, em Houston, EUA. "E vocês sabem, eu sempre digo que Deus tem senso de humor -- ele nos deu o fracking. E o fracking é um divisor de águas -- certamente um divisor de águas global."

Zinke está executando os planos do presidente dos EUA, Donald Trump, de expandir as perfurações de petróleo e gás natural e reconsiderar regulações que poderiam limitar o desenvolvimento de recursos naturais dos EUA. Na sexta-feira, Trump ordenou que Zinke revisasse a programação de cinco anos de leilões de direitos de perfurações offshore com o objetivo de potencialmente incluir territórios deixados de fora pelo ex-presidente Barack Obama.

"Minha tarefa é estudar onde faremos mudanças e recomendações em todas as partes", disse Zinke. "Os astros se alinharam para podermos criar empregos no setor de energia."

Zinke assinou duas ordens. Uma designa a criação do cargo de conselheiro para o secretário de Política Energética dentro do departamento e outra determina que o Escritório de Gestão da Energia do Oceano (BOEM, na sigla em inglês) desenvolva um novo plano de cinco anos para a exploração offshore que reconsidere as regulações que atualmente regem essas atividades. A segunda ordem determinará o desenvolvimento imediato de programas de leasing para a plataforma continental externa que abrem as portas para a perfuração da região offshore do Alasca, da Costa Leste e do Golfo do México.

Zinke também está avaliando a reorganização do Departamento do Interior, no qual, segundo ele, dentro de cinco anos 40 por cento dos funcionários terá idade para se aposentar.

"No momento somos realmente seniores", disse Zinke. "Trata-se de uma organização de 100 anos. Teddy Roosevelt criou o serviço de parques há cerca de 100 anos. E o que nós estamos tentando fazer é olhar para daqui a 100 anos."

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