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Conheça os especialistas em vinho que trabalham para bilionários

Elin McCoy

(Bloomberg) -- No ano passado, um dos clientes de Matt Wilson lhe pediu para organizar um jantar em Las Vegas, com um orçamento de US$ 100.000 para vinhos. Para Wilson foi fácil; ele reuniu raridades como o Hermitage La Chapelle de 1961, o La Tache de 1985 e o Madeira de 1834. Mas também precisou convencer o chef Eric Ripert, do Le Bernardin, a dar uma aula de culinária para 16 convidados e preparar o jantar.

Wilson, que criou a Company Fine Wine, com sede em Napa, no último outono boreal, é o que eu chamo de "encantador de vinhos", uma categoria de agenciadores de vinhos para os ultrarricos que está crescendo rapidamente. Alguns os chamam de conselheiros pessoais de vinhos. Outros, como Wilson, atuam mais como negociantes privados de vinhos. Todos oferecem uma série de serviços para ajudar os aficionados cheios de dinheiro, mas sem tempo, a gerenciar suas adegas.

Sua adega está desorganizada? Eles fazem um inventário de sua coleção e informam quais garrafas estão prontas para o consumo.

Não sabe o que comprar? Eles descobrirão de que tipos de vinhos você gosta e atuarão como seus compradores pessoais.

Quer uma garrafa rara? Eles têm as conexões certas para consegui-la.

Precisa saber qual vinho pedir em um restaurante? Ligue para o celular deles.

E se você deseja almoçar com um enólogo recluso, eles organizarão tudo -- e talvez até te acompanharão.

Como conseguir um

A maioria dos encantadores de vinhos operam por meio de recomendações boca a boca. Não existe um único modelo de negócio e o leque de serviços que oferecem não é fixo. Alguns podem apresentar ofertas para você em um leilão; outros não tocam na plaquinha.

"É preciso ser flexível", explicou Wilson, que ajudou a fundar a Soutirage, um tipo similar de empresa em Napa, antes de passar a trabalhar por conta própria. "Tudo depende do que um cliente quer." Segundo seus cálculos, ele tem 25 clientes bilionários, como Joe Schoendorf, sócio da empresa de capital de risco Accel, e David Viniar, ex-diretor financeiro do Goldman Sachs, atualmente no conselho de diretores do banco; ambos atuam também no conselho consultivo da Company Fine Wine.

Wilson tem um estoque de vinhos mais antigos para oferecer a seus clientes (ele acaba de investir US$ 1,3 milhão em Bordeaux) e inclui no preço o atendimento para aqueles que compram dele.

A maioria dos assessores de vinhos cobra uma comissão anual e participa de projetos a curto prazo por uma comissão negociada, um bom ponto de partida para estabelecer uma relação.

Será que os chatbots poderão fazer frente à função de assessor de vinhos no futuro, reduzindo o custo? É difícil de imaginar a possibilidade de dizer "Siri, consiga para mim um Petrus de 1982" e receber uma caixa em sua adega alguns dias depois. Mas talvez.

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