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Uber monta equipe de IA em Toronto em meio a batalha na Justiça

Eric Newcomer

(Bloomberg) -- A Uber, que está no meio de uma batalha legal com a Alphabet por causa da tecnologia para carros autônomos, está montando uma nova equipe de inteligência artificial em Toronto, no Canadá, para ajudar a melhorar seu software para veículos autônomos.

A equipe fará parte da Advanced Technologies Group, a unidade da Uber que está desenvolvendo boa parte de sua tecnologia de direção autônoma. Ela será liderada por Raquel Urtasun, especialista nos campos de IA de aprendizado de máquina e visão de computadores, da Universidade de Toronto. Além disso, a Uber vai investir US$ 5 milhões ao longo de diversos anos no Instituto Vector de Inteligência Artificial, uma organização sem fins lucrativos afiliada à universidade.

Toronto tem visto muitos pesquisadores migrarem para os EUA. Para evitar novas fugas de cérebros, a cidade criou um polo de inovação urbana chamado MaRS Discovery District para atrair empresas e incentivar investimentos em startups canadenses. A Uber colocará seus escritórios de IA lá.

"A Universidade de Toronto é considerada há tempos líder global em pesquisa sobre inteligência artificial. É por isso que ficamos tão satisfeitos em ver a professora Raquel Urtasun, uma das maiores pesquisadoras do mundo no campo de percepção de máquinas, aceitando essa função incrivelmente excitante", disse Meric Gertler, presidente da Universidade de Toronto, em comunicado.

Urtasun ajudará a Uber a continuar construindo um software que permita que os carros autônomos percebam o mundo ao seu redor. Esses veículos precisam entender tudo, por exemplo a cor de um semáforo ou se um policial está acenando para o carro ou pedindo que pare. Ela tirará licença da universidade, mas ainda trabalhará lá, e no Instituto Vector, uma vez por semana.

O futuro do projeto da Uber está, em parte, nas mãos do juiz William Alsup, que preside uma ação judicial contra a Uber aberta pela Waymo, da Alphabet. Ele deverá decidir já na semana que vem se deve emitir uma liminar contra o programa de carros autônomos da Uber. A decisão dele poderia limitar-se a um componente de hardware conhecido como lidar, que não é englobado pela pesquisa de Urtasun, centrada em software.

A Waymo acusa o executivo Anthony Levandowski, da Uber, de ter roubado milhares de arquivos proprietários da Waymo enquanto trabalhava lá e levado o material para a Uber. A Uber classificou a queixa como "uma tentativa sem fundamentos de atrasar um concorrente".

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