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Caixa de som prova que o antigo está na moda novamente

Matthew Kronsberg

(Bloomberg) -- "A 'alta fidelidade' não existe", disse o falecido pioneiro do áudio Paul Klipsch. "Ou há fidelidade ou há infidelidade." A declaração ilustra a filosofia básica da fabricante de caixas de som homônima de Klipsch, que tem sede em Indiana, EUA, e se mantém na vanguarda do áudio doméstico há mais de 70 anos.

A nova caixa de som da Klipsch, de US$ 399, um tanto estranhamente batizada de The Three, mantém em grande parte esse padrão de qualidade. O preço é pensado para concorrer com outros sistemas de som ambiente (ou multiroom) de ponta, como o Sonos e o Beoplay, da Bang & Olufsen, mas, diferentemente destes, o The Three parece algo que seu avô tinha na prateleira de livros da casa em 1958.

Trata-se de um distanciamento bem-vindo em relação à escola de design industrial dos blocos pretos. A caixa do tamanho de uma prateleira de livros vem em madeira de nogueira ou acabada em ébano e tem uma bela grade de malha que a envolve. Na parte de cima, o interruptor de força e os botões de volume e de seleção de fonte são todos feitos de cobre. Uma vez que o aparelho está configurado não é mais necessário tocar nenhum deles -- dá para fazer tudo pelo controle remoto --, mas é tamanha a satisfação de girá-los e tocá-los que os ajustes manuais acabam sendo inevitáveis.

A companhia é mais famosa pela caixa de som Klipschorn, produzida desde 1946 e vendida até hoje por US$ 5.999 cada. As caixas da Klipsch (incluindo a Klipschorn) eram fundamentais para as festas Loft apenas para convidados do início dos anos 1970 -- que inspiraram clubes como Studio 54 e Paradise Garage ao longo dos anos -- e ficaram famosas dentro de um certo grupo de audiófilos pela pureza do som que as pessoas de sorte que entravam nessas festas escutavam. "Você não quer escutar o sistema de som", disse o fundador da festa, David Mancuso, em entrevista concedida em 2016 na Red Bull Music Academy. "Você quer ouvir a música."

Isto não é problema com essa caixa de som: seu amplificador embutido de 60 watts produz até 106 decibéis com um par de alto-falantes full-range de 5,7 centímetros e woofer de longo alcance de 13,3 centímetros que empurra o baixo por um par de radiadores passivos de 13,3 centímetros. E até mesmo no volume máximo os alto-falantes mantêm a "resposta de frequência plana" buscada pela Klipsch -- a ideia de que seus alto-falantes devem soar como nada mais que uma versão fiel e mais alta do que entra neles. Em outras palavras, nada de frequências aumentadas ou diminuídas.

Como resultado, arquivos MP3 de baixa qualidade soam mais finos e baixos em uma caixa Klipsch do que em um sistema como o Sonos, que é conhecido por ter uma assinatura de som mais plena. Mas se você tem uma assinatura nível "Hi-Fi" do Tidal, ou uma fonte analógica, como um tocador de CD ou um toca-discos, a caixa faz jus à reputação da Klipsch de vitalidade e imediatismo. Os vocais e os instrumentos de cordas, em particular, dão a impressão de que "você está lá" e a forma em que o equipamento reproduz a voz humana, em particular, o transforma em uma plataforma inesperadamente boa para podcasts.

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