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Combustível limpo armazenado aumentaria com combate à poluição

Dan Murtaugh e Serene Cheong

(Bloomberg) -- A quantidade de combustível limpo armazenado ao redor do planeta deverá aumentar devido ao esforço dos governos para combater a poluição, segundo a maior operadora independente de tanques de armazenagem do mundo.

A Royal Vopak prevê o aumento do consumo de energia mais limpa e está mudando sua estratégia de investimento para refletir isso, disse o CEO Eelco Hoekstra em entrevista, em Kuala Lumpur. O gás natural, que emite cerca de metade da quantidade de carbono do carvão quando queimado, está entre aqueles que se beneficiarão com a demanda crescente por combustíveis mais limpos, disse ele.

A Vopak busca explorar a oportunidade que surge com a decisão dos países de limitar as emissões em meio ao aumento das temperaturas globais. A Índia está estimulando o uso do gás natural, um combustível mais limpo, em veículos e de gás liquefeito de petróleo (GLP) para cozinhar. A China, que é a maior emissora do mundo, está entre os países que recentemente implementaram padrões mais estritos de qualidade do combustível com o objetivo de reduzir a poluição. A Organização Marítima Internacional aplicará limites mais estritos ao enxofre no combustível dos navios a partir de 2020.

"Nossa realidade diária no momento é que certas economias precisam apenas conseguir combustíveis, outras estão comprando combustíveis mais limpos e outras estão se concentrando em reduzir as emissões", disse Hoekstra. "Nós venderemos alguns terminais, que é o que temos feito nos últimos anos, que acreditamos que já não fazem parte desse combustível estratégico. Nós realocaremos capital com base no pensamento estratégico."

Exportações de GLP

Nos últimos anos, a Vopak tem vendido terminais em países como Japão e Reino Unido. Em 2015, a empresa vendeu três terminais britânicos para uma unidade da Macquarie Group. No ano passado, vendeu sua participação de 40 por cento em uma joint venture que opera cinco terminais no Japão para outra subsidiária da Macquarie. A venda ocorreu em meio a um "cenário em processo de mudança nos setores de energia e petroquímico" e os recursos serão usados para crescimento, afirmou a Vopak na época.

A companhia está investindo no Canadá e prevê que a exportação de propano -- um tipo de gás liquefeito de petróleo -- para a Ásia aumentará, disse ele. "O Canadá aposta no propano a longo prazo, assim como os EUA", disse Hoekstra. "Os EUA usarão boa parte de seu propano internamente e o restante será exportado. Para os produtores canadenses, será menos interessante, segundo uma base de desenvolvimento de margem, enviar para os EUA. A margem realmente está na Ásia."

A Vopak também está estudando a aquisição de terminais flutuantes de importação de gás natural liquefeito para poder atuar como ligação entre fornecedores e compradores de GNL, disse ele. A empresa tem investido em instalações de cargas gerais de GNL em Roterdã e os encomendou "há alguns meses", segundo Hoekstra.

"Para facilitar a transição para os combustíveis mais limpos, a infraestrutura precisa estar à disposição", disse ele. "Eu estou otimista de que na próxima década veremos cada vez mais gás sendo enviado para a Europa, seja para abastecimento de navios, seja para carga geral, e eu acho que Roterdã é um campo de testes muito bom."

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