Fosun mira 10 vezes mais turistas chineses em visita à Grécia

Eleni Chrepa e Sotiris Nikas

(Bloomberg) -- A Fosun International, conglomerado chinês que faz parte de um projeto para transformar o antigo local do aeroporto de Atenas em um dos maiores projetos imobiliários da Europa, agora está voltando sua atenção para o turismo grego.

A Fosun quer usar sua participação na operadora de turismo Thomas Cook Group para começar a armar pacotes de viagens específicos para o vasto mercado chinês, disse o vice-presidente sênior da empresa, Jim Jiannong Qian, em entrevista, em 4 de maio, em Atenas. O governo chinês prevê que 1,5 milhão de cidadãos do país começarão a passar férias na Grécia a médio prazo.

O turismo respondeu por mais de um quarto do produto interno bruto da Grécia em 2016, segundo a Confederação do Turismo Grego. Os números de visitantes em 2016 atingiram 28,1 milhões, 7,6 por cento a mais que em 2015. Os turistas geraram 13,2 bilhões de euros (US$ 14,5 bilhões) em receitas com viagens, segundo o Banco da Grécia. Desses viajantes, 150.000 eram da China, afirma Pequim.

"A Grécia é um lugar muito seguro para os visitantes", disse Qian, que também é presidente da Fosun Tourism and Commercial Group. Além disso, existem boas oportunidades de investimento em turismo na Grécia, disse ele.

A Fosun está em discussão para a compra de hotéis e resorts existentes ou para a construção de novas unidades na Grécia por meio da empresa de portfólio Club Med, da qual é proprietária integral. Um aumento no número de visitantes chineses à Grécia acabaria gerando voos diretos de Pequim e Xangai a Atenas, disse Qian.

Qian, de 54 anos, disse que a situação da Grécia mudou desde que a companhia investiu pela primeira vez na empresa varejista de produtos de luxo Folli Follie Group, que tem sede em Atenas, em 2011. "A economia da Grécia está se recuperando atualmente e também pode proporcionar boas oportunidades para os investidores estrangeiros", disse ele. "Nós olhamos os números das vendas do varejo e do setor de turismo" e vemos a melhora.

Investimento em bancos

A Fosun, que tem sede em Xangai e administra 64,3 bilhões de euros em ativos totais globalmente, investiu mais de 200 milhões de euros na Grécia por meio de sua participação direta na Folli Follie e indiretamente por meio da Thomas Cook e da Club Med, disse Qian. "Se podemos ajudar a economia a crescer, por exemplo se temos pacotes para a Grécia, nós criamos mais empregos para restaurantes, lojas, taxistas."

A companhia, a maior empresa chinesa privada a investir na Europa, é dona do banco alemão Hauck & Aufhaeuser Privatbankiers e da portuguesa Fidelidade Cia de Seguros e não descarta um investimento no setor bancário grego se surgir uma oportunidade no futuro, disse Qian, negando as especulações de que o grupo já apresentou uma oferta para adquirir ações em bancos gregos.

A Fosun já apresentou oferta para aquisição da unidade de seguros do Banco Nacional da Grécia, a National Insurance, e segundo Qian não tem limite máximo no que diz respeito a investimentos, desde que a oportunidade seja válida.

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