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Mulheres acumulam mais dívidas que homens após despesas médicas

Peter Coy

(Bloomberg) -- A dívida do cartão de crédito dá um salto para as mulheres americanas -- mas não para os homens -- no ano posterior a uma despesa médica extraordinária, segundo um novo estudo.

A conclusão, de um estudo com mais de 200.000 clientes de contas-correntes do Chase Bank, repercute sobre os esforços atuais dos parlamentares republicanos e do presidente americano, Donald Trump, para revogar e substituir a Lei de Cuidados de Saúde Acessíveis. O projeto de lei aprovado pela Câmara dos Representantes, que dá aos estados americanos flexibilidade para decidir o que os seguros devem cobrir (incluindo despesas com maternidade), provavelmente aumentará as despesas sem cobertura de muitas mulheres e homens. Segundo esse novo relatório, as mulheres já enfrentam uma clara desvantagem.

O JPMorgan Chase Institute não conecta exatamente os pontos entre sua pesquisa e o debate atual sobre saúde. Mas em um comunicado, Diana Farrell, sua presidente e CEO, disse que "se os custos com saúde fora da cobertura das mulheres aumentarem, elas poderão ter que arcar com uma fatia maior do que os homens do peso econômico para receberem cuidados de saúde".

Em entrevista, Farrell disse que "estamos apenas tentando expandir a forma de pensar das pessoas sobre o assunto", levando em conta as consequências financeiras da reforma de saúde juntamente com as consequências médicas.

As mulheres começam atrás dos homens antes mesmo de existir uma despesa médica extraordinária, tendo rendas, gastos e ativos líquidos em média 20 por cento menores, apontou o estudo. As mulheres com famílias apresentavam dívidas no cartão de crédito equivalentes a cerca de 0,8 mês de renda, contra 0,6 mês no caso dos homens com família. Um ano após um pagamento médico extraordinário, a dívida do cartão de crédito das mulheres sobe para o equivalente a 0,9 mês de renda, enquanto a dívida dos homens permanece inalterada em 0,6 mês.

Uma em cada seis famílias faz um pagamento médico extraordinário em um determinado ano, apontou o estudo. A palavra "extraordinário" é definida como um montante de pelo menos US$ 400, pelo menos 1 por cento da renda anual e pelo menos dois desvios-padrão além do normal, ou seja, que está entre os 2,5 por cento das maiores despesas na categoria.

A pesquisa comparou contas-correntes nas quais o titular da conta era uma mulher com aquelas nas quais o titular era um homem. Os pesquisadores analisaram contas nas quais conseguiram categorizar pelo menos 80 por cento de despesas. Os detalhes de identificação foram eliminados para que os pesquisadores não soubessem a quem as contas pertenciam. O Chase Bank e o instituto fazem parte do JPMorgan Chase & Co.

Uma porta-voz do instituto disse que a pesquisa foi lançada "bem a tempo para o dia 50/50", que é 10 de maio. A cineasta Tiffany Shlain, fundadora dos Webby Awards, criou o dia 50/50, realizado pela primeira vez neste ano, para que se "chegue a um mundo com mais equilíbrio entre os gêneros".

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