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O melhor restaurante da Ásia vai fechar as portas

Melissa Cheok

(Bloomberg) -- O plano de fechar o Gaggan em 2020 é extremamente incomum em uma época em que chefs célebres estão mais propensos a seguir o caminho de Gordon Ramsay e Wolfgang Puck e tentar transformar seu sucesso em impérios culinários mundiais.

Não somente isso, o Gaggan é também um forte candidato a conseguir um lugar no primeiro Guia Michelin de Bangkok, programado para dezembro. Usando ferramentas da gastronomia molecular, como nitrogênio líquido, Anand redefiniu o aspecto da comida tradicional indiana, sem perder os sabores autênticos.

Ainda assim, Anand acredita em uma data de vencimento. Ele se comparou com uma garrafa de champanhe que, depois de aberta, acabaria ficando sem gás.

Ele está se inspirando em seus mentores do premiado El Bulli, que fechou em 2011, quando ainda era imensamente popular e cobrava 250 euros (US$ 279) por refeição. O restaurante espanhol levou o título geral dos 50 Melhores do Mundo cinco vezes e foi um excelente exemplo do poder que a lista tem para fabricar estrelas. O ranking, que começou como uma jogada de publicidade, está se transformando em uma espécie de Oscar do mundo culinário. O Gaggan ficou no sétimo lugar da lista global neste ano.

Anand, de 39 anos, nasceu em Calcutá e preparou seu primeiro prato aos 7 anos: um pacote de macarrão instantâneo. Ele se lembra de ter chorado de frustração porque o produto final não era nem um pouco parecido com a foto enfeitada artisticamente do pacote.

Anand diz que não está preocupado em ganhar outro troféu culinário, uma estrela Michelin. "Não julgue Bangkok com padrões franceses", disse ele. "Por favor. Nós não somos Le Gaggan. Não somos franceses. Nós somos asiáticos."

Ele sem dúvida está concentrado na Ásia. Anand pretende se mudar para o Japão e abrir vários restaurantes novos, com base em princípios budistas, para desafiar a si mesmo e evitar o tédio e a exaustão.

Com o parceiro Takeshi Fukuyama, do La Maison de La Nature Goh, Anand planeja abrir um pequeno restaurante ? chamado GohGan ? que só abrirá 20 dias por mês. Ele pretende manter os preços abaixo de 15.000 ienes (US$ 135) por pessoa.

Isso traria apenas um quarto da receita do Gaggan. Para o fluxo de caixa, ele vai depender de investimentos em outros restaurantes em Bangkok. Estes incluem Suhring, que serve a culinária alemã moderna; Gaa, um restaurante de fusão europeia-asiática que usa exclusivamente produtos locais; e sua própria churrascaria, Meatlicious, que fica na mesma rua que o Gaggan na capital tailandesa.

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