Entrada em liga de videogame custará pelo menos US$ 10 mi

Eben Novy-Williams e Joshua Brustein

(Bloomberg) -- Nos últimos anos, os investidores ficaram curiosos em relação ao mundo dos jogadores profissionais de videogame. Se fosse qualquer outro esporte, a decisão lógica a tomar seria injetar dinheiro em um time. Mas nos chamados eSports, ou esportes eletrônicos, não existe clareza em relação ao que os possíveis donos dos times estariam comprando.

Na quinta-feira, a companhia que está por trás do maior jogo de eSports do mundo -- League of Legends -- tentou responder a essa pergunta. A Riot Games criou uma nova estrutura para sua liga norte-americana e estabeleceu um preço de US$ 10 milhões para entrar.

Entre os jogadores, este é um sinal muito esperado de que o setor está crescendo. Para as pessoas de fora, é um indicativo de que neste espaço existe um negócio real. O preço também sinaliza confiança. Há menos de dois anos, as equipes de League of Legends costumavam ser vendidas por cerca de US$ 1 milhão.

Em uma teleconferência de duas horas, na terça-feira, com os atuais donos de equipes de League of Legends, a Riot delineou suas novas condições. Assim como ocorre nos esportes tradicionais, a liga terá uma lista estável de franquias e as equipes dividirão a receita dos contratos de mídia. Haverá uma associação de jogadores. A Riot está baseando toda a operação em Los Angeles, onde mantém uma arena de esportes eletrônicos.

A Riot dará aos proprietários das equipes existentes a oportunidade de comprar um espaço na liga por US$ 10 milhões -- preço em consonância com as comissões de expansão da Major League Soccer há apenas uma década. A Riot ajudará a combinar os investidores interessados às equipes que precisam de financiamento.

Um dos desafios da Riot é equilibrar a atração de investidores endinheirados de fora com seu interesse em apoiar as equipes existentes que ajudaram a colocar o League of Legends no patamar atual. Qualquer pessoa que ainda não possua uma equipe terá que pagar US$ 3 milhões adicionais, montante que será destinado às equipes já existentes que forem excluídas da nova liga.

Além disso, a Riot contornará o custo da taxa de franquia diluindo os pagamentos ao longo do tempo. As equipes poderão pagar US$ 5 milhões à vista, depois US$ 1,5 milhão de sua parte na receita do contrato de mídia e com merchandising nos fins de 2018 e 2019. Os últimos US$ 2 milhões deverão ser pagos no fim de 2020, mas o pagamento pode vir a ser cancelado se a liga alcançar determinadas metas de receita.

No momento, os donos das equipes parecem satisfeitos. A nova estrutura cria alguma estabilidade e a nova liga limita a prática de rebaixar as equipes com desempenho ruim a uma liga menor.

"Nos esportes tradicionais, as equipes contratam um jogador por três ou quatro anos, dizendo que ele é um bom novato, que será preparado. Isto não existe de nenhuma maneira no sistema de rebaixamento. É arriscado demais", disse Jace Hall, CEO da Echo Fox, que atualmente compete na League Championship Series (LCS) da Riot. "O modelo de franquia é um cenário mais saudável."

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