CEO prepara Syngenta para vida pós-meganegócio com ChemChina

Alice Baghdjian e Erik Schatzker

(Bloomberg) -- A Syngenta está se preparando para a vida após o acordo com a China National Chemical e isso inclui planos de ampliar seu negócio na China e comprar ativos vendidos por outras empresas envolvidas em megafusões no setor agroquímico.

"Essas fusões estão sempre nos distraindo até certo ponto", disse o CEO Erik Fyrwald, em entrevista à Bloomberg Television no Fórum Econômico de São Petersburgo, nesta sexta-feira. "Isso agora é passado e podemos nos concentrar em atender aos clientes e ampliar o negócio, já não temos que nos preocupar em tocar a fusão."

A empresa com sede na Basileia, que se aproxima do fim de um processo de um ano e meio de aquisição da ChemChina por US$ 43 bilhões, aproveitará a vantagem de esta ser a primeira de três megafusões no setor agroquímico a cruzar a linha de chegada. O plano da Dow Chemical e da Dupont de criar uma potência química americana e a aquisição da Monsanto pela Bayer ainda estão sendo analisadas pelas autoridades antimonopolistas.

"Haverá medidas anticoncentração das demais e nós participaremos", disse Fyrwald. "Há algumas lacunas em nosso portfólio de sementes que gostaríamos de preencher e algumas dessas medidas podem nos ajudar com isso."

A fabricante de pesticidas também começará a se expandir na China ampliando sua força de trabalho no país, atualmente de 2.000 pessoas, disse Fyrwald. Em cinco a 10 anos, o número de funcionários na China será "várias vezes superior ao de hoje".

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