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Boeing corteja United para lançamento do 737 Max 10: Fontes

Julie Johnsson, Anurag Kotoky e Fabiola Moura

(Bloomberg) -- A fabricante de aviões americana Boeing está negociando com a United Airlines e pelo menos mais cinco empresas em busca dos primeiros clientes para seu avião 737 Max 10 e para tentar ganhar terreno em relação ao modelo campeão de vendas da Airbus, segundo pessoas com conhecimento do assunto.

A lista de potenciais compradores do maior 737 da história, que deverá ser lançado neste mês, se estende por todo o globo. As perspectivas iniciais de vendas incluem a Lion Mentari Airlines PT, da Indonésia, o braço de leasing de aeronaves do banco de desenvolvimento da China (CDB), a Jet Airways India, a SpiceJet e a Copa Holdings, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque não estão autorizadas a falar publicamente sobre as negociações.

A fabricante americana quer uma fila de encomendas para provar o apelo de mercado do Max 10 e para frear o A321neo, o maior jato de fuselagem estreita da Airbus, que está capturando rotas transcontinentais antes dominadas pelo Boeing 757, que foi descontinuado. As tratativas para o Max 10 não estão em estágio final e a Airbus ainda pode tentar frustrar as vendas antes do Salão Aéreo de Paris, no fim do mês.

Um porta-voz da Boeing, que tem sede em Chicago, preferiu não comentar sobre as negociações. Megan McCarthy, porta-voz da United, preferiu não comentar sobre um possível pedido, assim como a CDB Aviation Lease Finance, a locadora de aeronaves chinesa, a Jet Airways e a SpiceJet. A Lion e a Copa, esta com sede na Cidade do Panamá, não comentaram imediatamente.

'Melhor avião'

O último 737 Max acomodaria cerca de 220 passageiros sentados em uma configuração de cabine única, popular entre empresas aéreas de baixo custo, e queimaria cerca de 5 por cento menos combustível do que seu rival de tamanho similar da Airbus, segundo a empresa americana. O jato da Boeing não deverá entrar no mercado comercial antes de 2020. A Airbus entregou o primeiro A321neo no início do ano e acumula 1.416 encomendas no total, segundo o website da companhia.

"Não estamos simplesmente buscando construir algo similar ao A321neo", disse Randy Tinseth, vice-presidente de marketing da Boeing. "Estamos trazendo um avião melhor para o mercado -- e este é o nosso foco."

O diretor de vendas da Airbus, John Leahy, rejeitou a ameaça competitiva em comentários feitos a jornalistas nesta semana, afirmando que a fabricante de aviões dos EUA estava reagindo ao A321neo apenas porque o avião da Airbus vendeu quatro vezes mais do que o Max 9. A estrutura do Max 10 seria 1,5 metro mais longa que a do Max 9. A Boeing não detalha as vendas dos aviões da série Max por variação.

A Boeing está se "debatendo, tentando formular uma resposta à situação que não lhe custe uma fortuna", disse Leahy. "Na aviação, essas coisas normalmente não dão certo."

O CEO Oscar Munoz disse que a United, a terceira maior empresa aérea dos EUA, estava "interessada" no Max 10, em breve entrevista nos bastidores do encontro da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) em Cancún, no México, nesta semana.

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