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Trump avalia impor limites a viagens de turistas dos EUA a Cuba

Margaret Talev

(Bloomberg) -- O presidente dos EUA, Donald Trump, planeja cumprir sua promessa de campanha e reverter os esforços do governo Obama para abrir Cuba ao turismo e ao comércio dos EUA. Ele estuda novos limites às viagens e aos investimentos realizados por empresas norte-americanas.

Os assessores de Trump estão preparando opções, incluindo restrições às viagens de americanos para a ilha e às parcerias entre empresas dos EUA e entidades com vínculos com os militares cubanos, de acordo com duas pessoas familiarizadas com as discussões.

As opções finais ainda não foram apresentadas a Trump, embora uma decisão seja esperada antes da visita do presidente dos EUA a Miami na sexta-feira. As pessoas familiarizadas com os planos, ambas de fora da Casa Branca, falaram sob condição de anonimato porque as discussões estão em andamento.

Procurado na segunda-feira, o secretário de Imprensa da Casa Branca, Sean Spicer, não quis descrever os planos de Trump para a política de liberalização de Cuba do ex-presidente Barack Obama. "Quando tivermos um anúncio sobre a programação do presidente, avisaremos", disse ele a jornalistas.

Trump criticou a negociação de Obama com Cuba por considerá-la unilateral e disse que o acordo possibilita que o regime de Castro continue abusando dos direitos humanos. Obama reabriu a embaixada dos EUA na ilha, aliviou as restrições de viagem para os cidadãos americanos e permitiu que companhias aéreas dos EUA estabelecessem voos diretos e que linhas de cruzeiro dos EUA façam escala em Cuba.

"Todas as concessões que Barack Obama concedeu ao regime de Castro foram realizadas por meio de decretos, o que significa que o próximo presidente pode revertê-los ? e é o que eu farei, a menos que o regime de Castro atenda às nossas exigências", disse Trump em um comício de campanha em Miami em setembro do ano passado.

Hotel em Havana

Novas sanções destinadas a cortar fluxos de dinheiro que beneficiam os militares cubanos podem afetar as parcerias hoteleiras dos EUA em Cuba, incluindo o Four Points by Sheraton em Havana. Os militares cubanos tinham uma participação no parceiro cubano do hotel.

Entre as ideias em discussão, segundo as pessoas familiarizadas com o assunto, estão diretrizes que exigiriam que os americanos explicassem formalmente como suas viagens a Cuba beneficiam os EUA e o povo cubano, além de maior análise dos viajantes e da frequência de suas visitas.

O senador Jeff Flake, um republicano do Arizona que apoiou a política de Obama sobre Cuba, disse que tanto legisladores democratas quanto republicanos estão preocupados com o que Trump fará.

Qualquer restrição adicional às viagens "será perder uma oportunidade de ouro", disse Flake, em uma entrevista na segunda-feira. Com os limites de viagem que estavam em vigor antes de Obama, disse ele, cubano-americanos com pais idosos em Cuba podiam ser obrigados a decidir a qual funeral dos pais ir.

Ele também disse que não quer ver restrições ao empreendedorismo cubano nem que os EUA se concentrem mais nas sanções contra Cuba do que nas sanções contra a Coréia do Norte ou o Irã.

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