Facebook combate terrorismo com IA e especialistas humanos

Jeremy Kahn

(Bloomberg) -- O Facebook contratou mais de 150 especialistas em contraterrorismo e está utilizando cada vez mais inteligência artificial capaz de entender línguas e analisar imagens na tentativa de impedir que terroristas usem a rede social para recrutamento e propaganda.

Monika Bickert, diretora de gestão de políticas globais, e Brian Fishman, gerente de políticas de contraterrorismo, expuseram aspectos das últimas iniciativas do Facebook em uma publicação em um blog novo aberto pela empresa na quinta-feira. O blog, chamado "Hard Questions" (perguntas difíceis), abordará debates filosóficos sobre o papel das redes sociais na sociedade, sobre o que deveria acontecer com o histórico digital de uma pessoa após ela morrer e se redes sociais são boas para a democracia. A primeira publicação explica como a empresa reage à difusão do terrorismo pela internet.

"Estamos de acordo com quem diz que as redes sociais não deveriam ser um lugar onde terroristas tenham voz", escreveram Bickert y Fishman.

A medida foi tomada porque o Facebook está sendo pressionado por governos para fazer mais para combater o terrorismo. Após os atentados em Londres e Manchester nos últimos quatro meses, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, pressionou outros líderes do G-7 para que avaliassem a criação de mais regras para as empresas de redes sociais a fim de obrigá-las a tomar medidas adicionais contra conteúdos extremistas.

Bickert e Fishman reconhecem essa pressão na postagem e escrevem que "por causa dos recentes atentados, as pessoas questionaram o papel das empresas de tecnologia na luta contra o terrorismo on-line".

Força positiva

Mark Zuckerberg, cofundador e CEO do Facebook, também tem tentado posicionar a empresa como força positiva na construção de comunidades dentro e fora da internet. Essa nova ênfase de Zuckerberg chega na esteira da indignação provocada pelo papel do Facebook na proliferação de notícias falsas durante a campanha eleitoral dos EUA no ano passado e pela divulgação de conteúdos extremos, como vídeos de assassinatos, publicados no Facebook.

"Embora pesquisas acadêmicas concluam que a radicalização dos membros de grupos como ISIS e Al-Qaeda ocorre principalmente off-line, sabemos que a internet joga um papel -- e não queremos que o Facebook seja utilizado para nenhum tipo de atividade terrorista", escrevem Bickert e Fishman.

Nos últimos doze meses, o Facebook expandiu sua equipe de especialistas em contraterrorismo e hoje a empresa tem mais de 150 pessoas dedicadas especialmente a essa tarefa. Muitas delas têm antecedentes em matéria de aplicação da lei e em conjunto falam quase 30 línguas. Além disso, o Facebook tem milhares de funcionários e contratados no mundo inteiro que respondem a relatórios de violações dos seus termos de serviço, seja bullying on-line, publicação de pornografia ou discursos de incitamento ao ódio.

O Facebook também está usando mais inteligência artificial para encontrar conteúdos terroristas que os usuários tentam publicar na rede social, disseram Bickert e Fishman.

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