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Crise manteve anfitriões do Airbnb no Brasil após Olimpíada

Fabiola Moura

(Bloomberg) -- Os muitos brasileiros que correram para se registrar no Airbnb durante a Copa do Mundo e a Olimpíada resolveram ficar no website devido à crise econômica, a mais longa da história do país.

O serviço de compartilhamento de residências gerou R$ 1,99 bilhão (US$ 610 milhões) em atividade econômica no Brasil em 2016, incluindo receitas de hospedagem e gastos dos hóspedes, informa o Airbnb em um novo relatório. Cerca de 20 por cento dos quase 90.000 anfitriões do Airbnb na maior economia da América Latina usaram a renda dos aluguéis para quitar dívidas referentes aos imóveis e evitar despejos, segundo o relatório.

Os brasileiros estão à procura de formas alternativas de usar seus imóveis em um momento em que o país está deixando para trás sua pior recessão em pelo menos um século e em que o índice de desemprego continua próximo de uma alta recorde. Os proprietários de imóveis também estão utilizando seus ativos como espaços de co-working, ou trabalho partilhado, em um momento em que a economia frágil da região reduz a demanda por imóveis comerciais. O mercado de co-working do país, que inclui muitas empresas locais, cresceu 50 por cento em 2016, para 400 espaços, segundo a consultoria imobiliária Engebanc.

O Airbnb muitas vezes usa seus dados de geração de atividade econômica para argumentar que é uma colaboradora valiosa em países que estão estudando regras mais rígidas ou impostos mais altos para os serviços de compartilhamento de residências. A empresa criada há nove anos tem enfrentado pressão dos governos, que afirmam que seu website reduz a liquidez do mercado imobiliário, ao fornecer incentivos aos proprietários para transformar seus apartamentos em hotéis ilegais.

O Rio de Janeiro, com 30.700 anfitriões, é o quarto maior mercado do Airbnb, atrás de Paris, Londres e Nova York. São Paulo conta com 9.000 anfitriões.

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