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Gestor do Hall da Fama aposta que humanos derrotarão máquinas

Amanda Gordon e John Gittelsohn

(Bloomberg) -- Na batalha entre máquinas e humanos no setor financeiro, o bilionário gestor de renda fixa Jeffrey Gundlach aposta na vitória do seu time.

"Não acho mesmo que as máquinas vão dominar o mundo das finanças", declarou Gundlach, presidente da DoubleLine Capital, na noite de quinta-feira, durante o coquetel que antecedeu a cerimônia na qual o nome dele foi colocado no Hall da Fama da Sociedade de Analistas de Renda Fixa (FIASI).

Aos 57 anos, Gundlach administra o DoubleLine Total Return Bond Fund, com US$ 54
bilhões e desempenho superior a 90 por cento de seus pares nos últimos cinco anos, segundo acompanhamento da Bloomberg. Após ter sido demitido da TCW Group, em 2009, ele foi um dos fundadores da firma sediada em Los Angeles, que contabilizava mais de US$ 100 bilhões sob gestão em 31 de março.

Gundlach alertou especificamente sobre os perigos relacionados aos chamados consultores-robôs ? que oferecem gestão online de carteiras com pouca intervenção humana.

"É uma solução financeira de tamanho único", ele disse. "Todo mundo recebe a mesma carteira, o que significa que todo mundo tem a mesma ação, o que significa que, quando todos decidirem se livrar dela, causam um crash."

'Homem mais interessante do mundo'

Qual é o conselho de Gundlach para os humanos derrotarem as máquinas? "Trabalhem duro."

Jim Grant, fundador da publicação Grant's Interest Rate Observer, comparou Gundlach ao personagem de uma série de comerciais de cerveja dos EUA que é caracterizado como o "homem mais interessante do mundo". Grant se referiu ao passado de Gundlach como acadêmico de prestígio e baterista de rock antes de se tornar um gestor de recursos de enorme sucesso.

"Jeffrey não seria o homem mais interessante se apenas comprasse na baixa e vendesse na alta", disse Grant durante o discurso de apresentação de Gundlach.

Ele recebeu o prêmio pelo desempenho ao longo de várias décadas como gestor de carteiras e fomentador de negócios, afirmou Mark Howard, estrategista-chefe de crédito nos EUA do BNP Paribas e integrante do conselho da FIASI.

Gundlach entrou no Hall da Fama da FIASI junto com Dana Emery, responsável por renda fixa da Dodge & Cox. No passado, a honra foi dada a Joyce Chang, Ed Altman e Andy Kalotay, que prestigiaram o evento, que tem fins educativos.

"Para o enorme segmento de renda fixa, acho que temos papel importante nas discussões e lidamos com questões como liquidez nos mercados, novidades regulatórias e novas áreas de produto", disse Howard antes da cerimônia. "Avançamos muito no tema de comparação de estratégias de natureza passiva e ativa e podemos fazer isso sem viés."

A entidade reúne profissionais de bancos dos EUA e da Europa, agências de classificação de risco e fornecedores de dados.

Caridade

Os dois nomeados da noite também discutiram ações de caridade. Aos 55 anos, Emery falou sobre seu envolvimento na Summer Search, que organiza programas de viagens para estudantes carentes.

Gundlach apoia a reforma e expansão da galeria de arte Albright-Knox, em sua região natal de Buffalo, no Estado de Nova York. Em junho de 2016, ele prometeu doar US$ 42,5 milhões - a maior doação em dinheiro a uma organização cultural na parte oeste do Estado - se a instituição captasse US$ 50 milhões até o início de setembro daquele ano.

A instituição levantou US$ 60 milhões e foi rebatizada Buffalo Albright-Knox-Gundlach Art Museum. A construção vai começar em 2019 e a inauguração é esperada para 2021.

Título em inglês: Gundlach Says Machines Won't Oust Humans From Finance Industry

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