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Táxi voador e drones incríveis do Salão Aéreo de Paris

Christopher Jasper

(Bloomberg) -- O Salão Aéreo de Paris é uma exposição dos extremos do setor de aviação. Além de acordos no valor de bilhões de dólares, a exposição deste ano tem táxis robóticos voadores, drones incríveis e uma tentativa de ressuscitar as viagens supersônicas, como as do Concorde. A seguir, alguns destaques da maior reunião das mentes brilhantes do setor neste ano, que vai até 25 de junho.

Táxi aéreo

O think tank A3 da Airbus no Vale do Silício revelou mais detalhes sobre sua proposta de táxi voador, Vahana. O helicóptero elétrico que dispensa pilotos poderia ser usado como um táxi comum, mas não ficaria preso em engarrafamentos como os das estradas de acesso ao aeródromo Le Bourget, onde a exposição está acontecendo.

A máquina voadora é capaz de transportar uma pessoa e, com um alcance de 80 quilômetros, poderia reduzir o tempo dos deslocamentos nas cidades, segundo a Airbus. Mas não delete ainda o aplicativo do Uber; a Airbus admite que o projeto precisa de aprimoramentos em tecnologias da automação e dos sensores para evitar obstáculos. E, se tudo isso falhar, o veículo estaria equipado com um paraquedas balístico eficaz até mesmo em baixas altitudes.

Era dos drones

Alguns dos drones mais novos em Paris pertencem a extremos opostos. O modelo a jato Valkyrie, da Kratos Defense & Security, foi criado para funcionar como um "parceiro" para pilotos de caças em combates aéreos. Com mais de 9 metros de comprimento, alcance de mais de 5.556 quilômetros e capacidade para se movimentar perto da velocidade do som, esse drone deve fazer seu primeiro voo em 2018.

Já o modelo Falco, da Leonardo, é muito mais amigável e assumirá o papel de primeiros-socorros em situações de combate a incêndios e ajuda humanitária através de uma parceria com a Heli Protection Europe, segundo a empresa italiana.

Concorde 2.0

As viagens supersônicas voltaram à programação do setor. A Boom Technology, com sede em Denver, EUA, prometeu colocar no mercado um avião Mach 2.2 com 55 assentos até 2023. Uma aeronave de teste menor será construída até o próximo ano.

Embora céticos tenham descartado o plano por considerar que ele não passa de mais um falso ressurgimento que só fãs incondicionais do Concorde levariam a sério, Blake Scholl, CEO da Boom, disse que os mais recentes compósitos e motores tornarão o modelo viável. Considerando que o antecessor desse avião de nariz inclinável falhou em parte por causa das preocupações com o barulho do estrondo sônico, que em inglês é "sonic boom", talvez ele deva reconsiderar o nome da companhia.

Lightning II, um verdadeiro relâmpago

O F-35 Joint Strike Fighter, da Lockheed Martin, foi a estrela da exibição de voo. Também conhecido como Lightning II, nas exposições anteriores esse caça furtivo limitou-se a sobrevoar e a fazer outras manobras simples. No entanto, em Paris ele impressionou o público com uma coreografia a todo vapor que incluiu uma decolagem vertical de alta aceleração e uma curva em queda. A Lockheed espera que a exibição dê mais qualificações ao avião na modalidade de combate dogfight.

Título em inglês: Flying Taxis, Killer Drones and Five More Paris Air-Show Oddities

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