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Conheça os lugares onde preços do Airbnb e hotéis disputam

Vincent Del Giudice, Jonathan Levin e Wei Lu

(Bloomberg) -- Alguns gostam de calor. Outros gostam de frio.

Miami e Reykjavik estão entre os cinco destinos mais caros do Bloomberg World Airbnb Cost Index, composto por mais de 100 cidades.

A Bloomberg compilou os dados com base no custo diário médio de hospedagem em quartos privados, independentemente do tipo de acomodação, para dois hóspedes.

Miami aparece como número 1 e Reykjavik, como número 5, com Boston, Dubai e São Francisco no meio.

O Bloomberg World Hotel Index, um outro índice, também coloca Reykjavik entre os cinco mais caros em termos de acomodações com classificação de três estrelas para cima, para dois adultos em um quarto de ocupação dupla. Miami aparece em sétimo lugar neste índice. São Francisco, Los Angeles e Boston são as três primeiras e Seattle, a número 5.

EUA/Canadá e Oriente Médio são as únicas regiões globais em que o diferencial entre os custos dos hotéis e do Airbnb diminuíram, segundo os índices da Bloomberg.

Miami tem a menor vantagem de preço entre o Airbnb e os hotéis entre as cidades americanas presentes nos dados compilados pela Bloomberg. Mudanças nas regulações podem contribuir para isso, segundo Arun Sundararajan, professor da Faculdade de Administração Leonard N. Stern da Universidade de Nova York e autor do livro "The Sharing Economy". A empresa de locação de casas e apartamentos fechou um acordo com o governo local em março para recolher impostos sobre o serviço em nome dos anfitriões no Condado de Miami-Dade.

A Cidade de Miami -- maior município do condado -- tentou proibir os aluguéis de curto prazo em áreas residências, mas um tribunal da Flórida bloqueou temporariamente a decisão em abril. Miami Beach proibiu aluguéis de curto prazo, com poucas exceções, e tem distribuído multas de US$ 20.000 para quem infringe a lei pela primeira vez.

A incerteza em relação a novas regras e apelações judiciais pode diminuir a oferta do Airbnb em Miami, segundo Sundararajan.

"Isso deixa algumas pessoas hesitantes em hospedar", disse ele. "As pessoas simplesmente não entendem o que é legal e o que é ilegal."

Chris Lehane, chefe da política e comunicações globais do Airbnb, disse que os custos de Miami podem refletir "que este é apenas um mercado turístico caro, o que parece ser a conclusão mais simples com base nos dados que conhecemos e na informação disponível ao público". O Airbnb "ainda assim acaba saindo significativamente menos [cara] que os hotéis", acrescentou.

Nova York também é um destino turístico popular e está tomando medidas para resolver disputas com os parlamentares locais, mas o Airbnb oferece um preço consideravelmente mais baixo em comparação com os hotéis, segundo dados da Bloomberg.

Os preços dos hotéis e do Airbnb aumentaram em Reykjavik no ano passado porque o turismo atingiu níveis recordes. Os fãs do Game of Thrones têm ido ao país para explorar as locações da popular série de TV. Outros visitantes são atraídos pela paisagem vulcânica e pelas geleiras e também pelas ofertas de escala da Icelandair para voos transatlânticos.

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