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Fim da onda de calor na Europa ajuda produtores de trigo

Manisha Jha

(Bloomberg) -- Chuvas e um clima mais frio estão levando certo alívio aos produtores de trigo da Europa Ocidental cujas plantações foram prejudicadas pela onda de calor recente.

A projeção é de chuvas nas principais áreas de cultivo da região durante esta semana, segundo a Commodity Weather Group e a MDA Weather Services. Isso poderia diminuir uma escassez de umidade e limitar qualquer perda de rendimento durante a etapa crucial de preenchimento de grãos em partes da França e da Alemanha, os principais produtores da União Europeia.

"As condições melhorarão muito nesta semana na maior parte do norte e do oeste da Europa", disse Donald Keeney, meteorologista sênior da MDA, com sede em Gaithersburg, Maryland, EUA.

O clima quente e seco deste mês ameaçou o potencial de rendimentos, obrigou analistas de empresas como a Tallage e a Offre & Demande Agricole a reduzir as projeções da produção e fez com que os futuros do trigo em Paris atingissem o valor mais alto em 18 meses. Apesar de alguns produtores do sul da França já terem começado a colheita, a maior parte da colheita na Europa é realizada em julho e agosto, o que significa que as condições meteorológicas ainda serão fundamentais para determinar o tamanho e a qualidade do grão.

"Há outra oportunidade de que chova na semana que vem, o que poderia dar suficiente umidade às áreas produtoras de trigo do norte para sustentar a safra durante o restante da etapa de preenchimento", disse David Streit, analista da CWG, com sede em Bethesda, Maryland, EUA. A perda de rendimentos no Reino Unido e no sul da Alemanha deveria ser limitada, disse ele.

Problemas

A produção de trigo comum na França, o maior produtor da UE, aumentará quase um terço neste ano, mas em 19 de junho as plantas estavam em piores condições do que na mesma época do ano passado, quando um excesso de chuvas acabou dizimando a safra.

"Ainda deveríamos ter uma safra geral melhor do que no ano passado na UE, mas nesta época do ano passado a maioria das pessoas previa uma boa safra, inclusive na França", disse Amy Reynolds, economista sênior do International Grains Council em Londres. "Foi só no começo de julho que ficou evidente que havia alguns problemas."

O clima na França poderia ficar quente e seco em meados de julho, o que seria bom para as plantações porque isso ajudaria a secar o grão e a limitar qualquer doença na passagem para o armazenamento, disse Streit, da CWG. A qualidade será fundamental para determinar se a França poderá recuperar parte da participação no mercado exportador que perdeu com a safra catastrófica do ano passado, disse Thomas Bouvier, corretor de commodities da INTL FCStone em Londres.

O mercado vai "ficar interessante nas próximas semanas, quando as notícias 'de verdade' sobre os grãos começarem a chegar", disse Reynolds, do IGC. "Havia muita preocupação, vamos ver qual é a realidade."

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