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Plano de Trump para expandir banda larga rural em EUA sairá caro

Mark Niquette e Alan Bjerga

(Bloomberg) -- O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu expandir os serviços de banda larga para áreas rurais como parte de seu plano nacional de infraestrutura de US$ 1 trilhão. Mas talvez seja mais fácil falar do que fazer.

Segundo estimativas, levar a banda larga para todas as áreas do país que ainda não têm custaria US$ 80 bilhões, mas a Casa Branca propôs inicialmente gastar apenas US$ 25 bilhões em 10 anos nas necessidades de infraestrutura rural. Ao mesmo tempo, especialistas em políticas públicas discordam quanto à melhor forma de expandir a banda larga rural -- e qual a responsabilidade do governo em subsidiá-la.

"Suspeitamos que o plano do presidente não será suficiente", disse Johnatan Hladik, diretor de políticas do Center for Rural Affairs, uma associação sem fins lucrativos com sede em Nebraska que defende pequenas fazendas. "Estamos contentes de ele ter dito isso. Mas é preciso fazer, e aí é que fica complicado."

Apenas 55 por cento dos moradores de áreas rurais dos EUA têm acesso a velocidades de download superiores a 25 megabits por segundo, o padrão do governo para um serviço adequado. O número se compara com 94 por cento nas áreas urbanas, segundo um relatório do Serviço Congressional de Pesquisa de 2016. Os defensores da internet de alta velocidade dizem que ela é cada vez mais necessária para a atividade residencial e empresarial cotidiana e para o crescimento econômico.

Promessa

Em uma viagem a Iowa em junho, Trump prometeu que seu plano de infraestrutura incluirá uma provisão "para promover e incentivar, aumentar o acesso à banda larga para o campo dos EUA". Ao todo, a administração irá solicitar uma verba federal de US$ 200 bilhões ao longo de 10 anos para obras públicas de todo tipo -- e tentará aproveitar pelo menos US$ 800 bilhões em gastos de estados, cidades e do setor privado.

Algumas abordagens sugeridas por funcionários e defensores incluem a concessão de subvenções e empréstimos para pequenas cidades e cooperativas rurais, a ampliação de créditos fiscais para atrair empresas com fins lucrativos para áreas pouco atendidas e a realização de "leilões reversos", onde os fornecedores façam lances pelo dinheiro público oferecido para levar o serviço a áreas específicas pelo custo mais baixo.

Shirley Bloomfield, CEO da NTCA-The Rural Broadband Association, que representa empresas independentes de telecomunicações em áreas rurais e pequenas cidades, disse que é um bom momento para expandir a banda larga rural, porque seus defensores estão pressionando para isso e as pesquisas demonstram que 62 por cento dos eleitores de pequenas cidades e áreas rurais votaram em Trump em 2016.

"Estamos neste ponto de máximo proveito muito interessante e as pessoas estão concentradas nisso", disse ela.

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