Marcas estrangeiras têm fatia menor do mercado de consumo chinês

Bloomberg News

(Bloomberg) -- As marcas estrangeiras estão perdendo preferência na China, o maior mercado de consumo do mundo, segundo relatórios da Nielsen Holdings e da Bain & Co.

As empresas locais que produzem bens de consumo como alimentos e bebidas ou produtos de cuidados pessoais estão lentamente, mas constantemente, tirando participação de mercado de suas concorrentes estrangeiras, deixando-as com 30,2 por cento do mercado no ano passado, contra 33,5 por cento em 2006, segundo a Nielsen. A Bain concluiu que as empresas estrangeiras estão ampliando sua participação de mercado em apenas quatro de 26 categorias.

Os dados são notáveis porque mostram que os consumidores chineses estão mais preocupados com a origem da marca do que em qualquer outro país, com exceção da República Checa, segundo a pesquisa da Nielsen sobre atitude do consumidor em 70 países.

Os consumidores chineses estão interessados não apenas em preços baixos, mas também em uma qualidade maior e há uma tendência cada vez mais acentuada de os consumidores elevarem seus padrões de compra, disse Vishal Bali, diretor-gerente da Nielsen em Xangai, no relatório. As marcas locais impulsionam suas vendas ao incorporarem os conceitos "natural" e "saudável" em seus produtos, disse ele.

A economia estável, o forte crescimento salarial e a conveniência do comércio eletrônico mantiveram o consumo como principal força motriz da expansão econômica. O consumo contribuiu com 77,2 por cento da expansão econômica no primeiro trimestre, contra 64,6 por cento no ano anterior.

A classe média-alta da China, que domina a tecnologia, está impulsionando uma expansão do consumo que somará US$ 1,8 trilhão em novo consumo até 2021, aproximadamente o tamanho da economia de consumo da Alemanha na atualidade, segundo relatório publicado na semana passada pela Boston Consulting Group.

As empresas chinesas estão fazendo mais incursões porque conhecem melhor seus clientes, podem tomar decisões mais rapidamente do que as entidades multinacionais e estão mais bem adaptadas às vendas on-line, que crescem rapidamente, segundo o relatório da Bain e da empresa de pesquisa de consumo Kantar Worldpanel baseado nas respostas de 40.000 famílias urbanas equipadas com escâneres para monitorar suas compras.

As empresas locais, porém, ainda têm um longo caminho a percorrer, porque os consumidores tendem a optar por produtos estrangeiros em setores como o de cuidados pessoais, no qual a qualidade é mais valorizada, afirmou a Nielsen.

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