Espaços de escritório de Londres são dominados pelo co-working

Jack Sidders

(Bloomberg) -- Os provedores de escritórios de co-working e flexíveis superaram pela primeira vez os bancos e as empresas de tecnologia como maior fonte de demanda por escritórios na região central de Londres.

Empresas favoritas dos hipsters, como a WeWork Cos. e a The Office Group, esta adquirida no mês passado pela Blackstone Group, alugaram um recorde de 82.000 metros quadrados em espaço de trabalho no período de seis meses até junho, segundo dados compilados pela Cushman & Wakefield. O total equivale a 18,3 por cento de todo o espaço alugado no período e supera o volume que as empresas concordaram em ocupar no ano passado.

A procura crescente por flexibilidade resultou no rápido aumento da demanda por aluguéis de curto prazo, porque os ocupantes optam pela postura de "esperar para ver" antes de assumir um compromisso de longo prazo pelo espaço. O fenômeno incentiva empresas como The Carlyle Group e Blackstone a contratar proprietários que oferecem aluguéis de curto prazo para oferecer serviços a startup e clientes que precisam de espaço adicional para projetos específicos.

"Com a incerteza no Reino Unido antes do Brexit, muitos ocupantes podem querer alguma flexibilidade em sua capacidade de espaço para escritórios", disse Sue Munden, analista da Bloomberg Intelligence, por e-mail. "É provável que a demanda por espaços temporários aumente."

O volume de espaço alugado na região central de Londres subiu 10 por cento em relação ao ano anterior, para 446.000 metros quadrados no primeiro semestre, segundo a Cushman & Wakefield. A procura dos provedores de escritórios flexíveis ajudou a manter a taxa de vacância baixa, em 5,8 por cento no fim de março, segundo a Deloitte, mesmo com as empresas tentando subalugar os espaços posteriormente.

As empresas de co-working não são as melhores inquilinas dos proprietários de imóveis, segundo Mike Prew, analista do Jefferies Group.

"O modelo de negócio dos escritórios de serviços tende a aluguéis longos e curtos no varejo", disse Prew, por e-mail. O negócio "resulta em uma discrepância entre ativos e passivos e é vulnerável, porque o mercado de escritórios de Londres se ajusta ao choque de demanda do Brexit".

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