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Jovens do Vale do Silício estimulam imigração na Nova Zelândia

Matthew Brockett e Tracy Withers

(Bloomberg) -- Quando visitou a Nova Zelândia pela primeira vez, o americano Matthew Monahan, um desenvolvedor de softwares do Vale do Silício, sentiu que ali havia possibilidades.

Sete anos depois, hoje aos 33 anos, ele está ajudando o governo a atrair outros empreendedores estrangeiros para a parte de baixo do mundo. A tarefa não é tão difícil assim: a economia forte do país, a relativa segurança, a estabilidade política e as famosas belezas naturais atraíram um recorde de 131.000 migrantes no período de um ano até junho.

"A sensação é que na Nova Zelândia é possível fazer coisas impossíveis em outras partes", disse Monahan, que em 2012 vendeu o website de história familiar criado com o irmão Brian por US$ 100 milhões e hoje é proprietário de vários imóveis perto da capital Wellington.

Os neozelandeses estão divididos em relação à chegada sem precedentes de estrangeiros. O governo insiste que a Nova Zelândia precisa importar mão de obra para enfrentar a escassez de talentos, mas os partidos de oposição afirmam que a imigração em massa está agravando a crise imobiliária e levando escolas, hospitais e ruas ao ponto de ruptura. O debate pode ter uma influência significativa nas eleições gerais de 23 de setembro, cujo resultado é imprevisível, segundo as pesquisas.

"A pergunta fundamental é: 'Você quer que a Nova Zelândia cresça ou não?'", disse o ministro das Finanças, Steven Joyce, em entrevista. "Se não trouxermos ninguém para fazer o trabalho, então ele não será feito. O índice de crescimento econômico da Nova Zelândia diminuirá e é possível que fique paralisado."

A imigração ajudou a estimular a expansão econômica, incentivou os neozelandeses a permanecerem no país e atraiu ainda mais trabalhadores do exterior. As chegadas permanentes superaram as partidas em número nos últimos cinco anos e atingiram uma entrada líquida recorde de mais de 72.000 nos últimos 12 meses.

O crescimento populacional estimula o consumo, mas também amplia a demanda por serviços sociais e habitação. Em Auckland, a maior cidade do país, o preço médio da moradia ficou acima de 1 milhão de dólares neozelandeses (US$ 752.000), colocando a propriedade de imóveis fora do alcance de muitos neozelandeses.

É a parte da inovação que Matthew e Brian Monahan estão tentando preencher.
Os irmãos são a força motriz por trás da Edmund Hillary Fellowship, uma parceria com o Departamento de Imigração que busca atrair empreendedores e investidores para a Nova Zelândia e ajudá-los a desenvolver suas ideias.

Vistos para empreendedores
Batizado em homenagem ao neozelandês que se tornou o primeiro homem a escalar o Monte Everest, a empresa sem fins lucrativos seleciona até 100 candidatos por ano para um visto de três anos especialmente projetado que oferece um caminho para a residência permanente. Entre os primeiros escolhidos anunciados no mês passado está um empreendedor de moedas criptografadas e o fundador de um centro educacional para jovens desempregados.

O objetivo é transformar a Nova Zelândia em "um polo de inovação global", disse o diretor-executivo da instituição, Yoseph Ayele, um amigo dos Monahan que trabalhava na empresa de software deles no Vale do Silício, a Inflection. "O fato de ser um país pequeno se transformou em uma grande vantagem porque você consegue colocar governo, talentos, capital e diversos setores na mesma sala e criar algo novo de um jeito que grandes lugares burocráticos não conseguem."

(Atualizações com o líder trabalhista derrubando no oitavo parágrafo.)

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