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Apple sinaliza procura estável pelo iPhone graças a coadjuvantes

Alex Webb

(Bloomberg) -- A Apple divulgou uma projeção de receita que ressaltou a procura resiliente pelo iPhone antes do lançamento dos novos modelos da marca e a crescente importância dos negócios de apoio da empresa.

Os novos iPhones costumam chegar às lojas entre a metade e o fim de setembro, o que produz algumas semanas de receita que são incluídas nos resultados do quarto trimestre fiscal da empresa. Alguns analistas haviam reduzido suas estimativas devido à preocupação com a possibilidade de o novo iPhone top de linha ser adiado, mas as projeções divulgadas pela Apple na terça-feira -- e o aumento das vendas de outros produtos e serviços -- acalmaram esses medos.

A receita será de US$ 49 bilhões a US$ 52 bilhões no período de três meses até setembro, informou a empresa com sede em Cupertino, Califórnia, em comunicado. Os analistas haviam previsto US$ 49,1 bilhões.

"Nós usamos tudo o que sabemos para chegar a essa projeção", disse o CEO Tim Cook, em entrevista à Bloomberg Television. "Nós realmente estamos gostando do que vemos para o início da temporada de volta às aulas."

A empresa vendeu pouco mais de 41 milhões de iPhones no trimestre que terminou em 1º de julho, um aumento de 1,6 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior que, de forma geral, está em sintonia com as estimativas dos analistas.

Outros negócios

A receita fiscal do terceiro trimestre cresceu 7,2 por cento, para US$ 45,4 bilhões, contra uma projeção média de US$ 44,9 bilhões. Todas as categorias de produtos cresceram, impulsionadas por serviços como a App Store. A Apple inclusive vendeu 15 por cento mais iPads, um produto que parecia fora de moda não muito tempo atrás.

As ações da Apple subiram mais de 6 por cento na negociação estendida após fechar em US$ 150,05 em Nova York. Isso deixou a ação a caminho de abrir em recorde na quarta-feira. As ações subiram cerca de 30 por cento neste ano.

"Há um certo alívio em relação ao medo de que ocorresse uma pausa significativa antes da atualização do iPhone do 10º aniversário", disse Michael Obuchowski, diretor de investimentos da Merlin Capital em Boston, que possui ações da Apple. "Estou começando a pensar que não vai importar se os novos iPhones não forem empolgantes."

A Apple provavelmente lançará três novos aparelhos neste ano: um modelo top de linha atualizado, conhecido por enquanto como iPhone 8, e atualizações para o iPhone 7 e o iPhone 7 Plus, disseram pessoas com conhecimento dos planos à Bloomberg News. O iPhone top de linha incluirá uma tela de diodo emissor de luz orgânico (OLED) e, devido à oferta inadequada da tecnologia, no momento do lançamento o aparelho não estará tão prontamente disponível quanto os dispositivos mais baratos, disseram as pessoas.

Cook disse que as reportagens sobre as novas versões do iPhone "criaram uma pausa" na compra dos consumidores "provavelmente maior do que antes".

As ações da Apple subiram com a expectativa de que o novo smartphone de ponta, que também incluirá um sensor tridimensional voltado para a frente para permitir reconhecimento facial, impulsionará um ressurgimento da demanda que abarcará o trimestre das compras de Natal e irá além dele. O crescimento das vendas do principal produto da empresa perdeu força nos últimos dois anos, já que o mercado foi ficando cada vez mais saturado e os concorrentes têm oferecido produtos mais baratos com recursos similares.

Para entrar em contato com o repórter: Alex Webb em São Francisco, awebb25@bloomberg.net.

Para entrar em contato com a editora responsável: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net.

©2017 Bloomberg L.P.

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