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Produtoras de xisto mostram poucos sinais de desaceleração

Alex Nussbaum e Joe Carroll

(Bloomberg) -- O rápido crescimento do xisto que freou os preços internacionais do petróleo não mostra sinais de abatimento. Quatro das maiores produtoras dos EUA anunciaram que não abandonarão as elevadas metas de produção para 2017.

Nos balanços de resultados do segundo trimestre, a EOG Resources, a Devon Energy, a Newfield Exploration e a Diamondback Energy divulgaram na terça-feira metas que ajudariam a impulsionar a produção dos EUA rumo a um recorde de 10 milhões de barris por dia no ano que vem. Até mesmo a Pioneer Natural Resources, que reduziu o limite superior de sua projeção devido a atrasos na bacia de xisto Permian, ainda espera ampliar o volume de petróleo e gás natural em 16 por cento até o fim do ano.

Os balanços indicam o poder de permanência do excesso de oferta que mantém os preços internacionais do petróleo em uma montanha-russa neste ano, mesmo depois que os integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) se comprometeram a reduzir a produção. O otimismo dos campos de xisto dos EUA é sentido após balanços trimestrais divulgados na semana passada mostrando que grandes produtoras internacionais como Exxon Mobil e Royal Dutch Shell também estão aprendendo a ganhar dinheiro com o barril a US$ 50, menos da metade do pico atingido pelo petróleo há pouco mais de três anos.

"Nas melhores partes das bacias, o xisto chegou para ficar", disse Rob Thummel, diretor-gerente da Tortoise Capital Advisors em Leawood, no Kansas, que administra US$ 16 bilhões em ativos relacionados à energia. "A produção de xisto está subindo. Não é uma questão de 'se'; é apenas uma questão de 'quanto'."

O que talvez seja mais preocupante para os investidores otimistas em relação ao petróleo é que as exploradoras dos EUA afirmaram que estão se tornando mais eficientes, o que lhes permite elevar as metas de produção sem aumentar os gastos. As cinco empresas reduziram ou mantiveram seus orçamentos de capital para o ano cheio.

"Com nossa capacidade de entregar retornos atraentes neste ambiente, nossa principal prioridade estratégica é manter o impulso operacional" nos EUA, afirmou o CEO da Devon, Dave Hager, em comunicado. A produtora com sede em Oklahoma City informou que sua produção de petróleo nos EUA encerrará o ano até 23 por cento maior do que no quarto trimestre de 2016.

O CEO da EOG, Bill Thomas, elogiou o uso dos avanços tecnológicos pela empresa para obtenção de "altos retornos em meio aos preços relativamente baixos do petróleo". Como resultado, a empresa de Houston conseguiu elevar a produção apenas com a força de seu fluxo de caixa em vez de pedir dinheiro emprestado, disse ele.

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