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Alibaba fecha acordo com dona da Gucci para combater imitações

Robert Williams e Marie Mawad

(Bloomberg) -- O grupo francês do mercado de luxo Kering anunciou a retirada do processo judicial contra a Alibaba Group e um acordo para trabalhar com o empório chinês de comércio eletrônico no combate à venda de produtos falsificados.

A proprietária das marcas Gucci e Saint Laurent criou uma força-tarefa conjunta com a Alibaba para agir contra vendedores de produtos falsificados dentro e fora da internet, informaram as empresas em comunicado.

O acordo é um avanço para a Alibaba, que tenta convencer as grifes que intensificará os esforços para conter as falsificações. As acusações de falta de disposição ou incapacidade da Alibaba para erradicar as mercadorias ilegais culminaram na abertura de um processo judicial pela Kering nos EUA em 2015 contra a gigante chinesa do ramo de comércio eletrônico.

"É claro que a Alibaba quer participar com mais seriedade do mercado de luxo", disse Luca Solca, analista da Exane BNP Paribas. "Para isso, precisa mostrar às marcas de luxo que está pronta para agir em termos de controle da distribuição e dos preços."

A Alibaba é o maior mercado on-line da China, com sites como TMall e Taobao, e obtém a maior parte de suas receitas no mercado doméstico. Com o amadurecimento da economia da China, a empresa enfrenta uma pressão maior para se expandir globalmente e vem tentando deixar para trás a reputação de que serve de refúgio para falsificações baratas.

A Kering não foi a única empresa a reclamar. A empresa foi criticada também pela Associação Americana de Roupas e Calçados, que conta com Levi Strauss & Co. e Under Armor como membros. Em janeiro, a Alibaba fechou acordo com a Louis Vuitton, da LVMH, e com outras donas de grifes para cooperar na luta contra a pirataria.

Sentenças da prisão

Neste ano, o bilionário fundador da Alibaba, Jack Ma, exortou os parlamentares chineses a ampliarem o rigor contra os falsificadores, defendendo sentenças de prisão e penalidades mais duras. Ma já trabalhou com proprietárias de marcas como a Nike e a Adidas para remover tênis esportivos, relógios e mochilas falsificados do Taobao, um bazar da Alibaba semelhante ao eBay.

A Amazon.com fechou acordo com a Nike no mês passado para vender produtos da fabricante de tênis esportivos e concordou em bloquear revendedores não autorizados no site.

A Louis Vuitton e a Gucci recentemente lançaram sites de comércio eletrônico na China para tentar capitalizar a recuperação das vendas de luxo no país após vários anos de queda devido à repressão do governo à corrupção.

(Atualizações com o comentário do analista no terceiro parágrafo.)

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