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Vinho rosé tem crescimento expressivo no consumo nos EUA

Larissa Zimberoff e Chris Rovzar

(Bloomberg) -- O vinho rosé se transformou na bebida mais comum: está no drive-thru, na festa na piscina, nas hashtags. Tornou-se também uma das forças mais poderosas na categoria bebidas. Agora é um terceiro canal de receitas para fabricantes de vinhos, empresas de varejo e distribuidoras, abrindo caminho ao lado das tradicionais categorias de vinhos tinto e branco.

"Houve uma separação do rosé em relação ao resto dos vinhos; o rosé é sua própria categoria de bebida alcoólica", disse Rodolphe Boulanger, vice-presidente de cerveja, vinho e destilados da Fresh Direct, mercado on-line com sede no nordeste dos EUA com receita de pouco menos de US$ 1 bilhão. Quando Boulanger entrou na Fresh Direct, em 2014, havia quatro vinhos rosé solitários à venda. O número subiu para 25 em 2015 e para 45 em 2016. Quando enviou um pedido de amostras no início do ano, Boulanger ficou surpreso com o retorno. "O nível de inovação e lançamentos de novos produtos nos surpreendeu", disse ele. Hoje, a empresa de comércio eletrônico oferece mais de 90 vinhos rosés. Um dos mais populares é o Maris, um vinho orgânico em lata da França.

Em janeiro, a Nielsen anunciou que a categoria rosé (incluindo espumantes ou sem gás) havia atingido uma avaliação de US$ 389 milhões por ano. O rosé sem gás cresceu mais de 57 por cento nas últimas 52 semanas, superando a categoria geral dos vinhos, que cresce a um ritmo de pouco mais de 2 por cento. A expansão é superior à dos tipos Riesling, Zinfandel, White Zinfandel, Malbec ou Syrah/Shiraz. Em termos de volume, o rosé sem gás cresceu 40 por cento.

E embora todos estejam torcendo pela cerveja artesanal, os últimos cinco anos em vendas mostram que os consumidores gastam mais em vinhos e destilados. O Goldman Sachs chegou até a reduzir a nota de algumas das maiores produtoras de cerveja devido às vendas lentas, segundo publicado pela CNBC. Enquanto o rosé cresce a passos largos, a cerveja teve uma expansão de apenas 0,6 por cento em dólares e registrou uma pequena porcentagem de queda em volume. (Mas, para contextualizar, a cerveja é um negócio de US$ 37 bilhões ao ano. O vinho rosé representa cerca de 1 por cento disso. Até mesmo os vinhos tinto e branco são muito maiores -- US$ 5,8 bilhões e US$ 7,1 bilhões em vendas anuais, respectivamente). Em meio à chegada a novos formatos adequados para o verão, como latas, caixas e até garrafas de 40 oz (1,1 litro), o vinho rosé é promovido fortemente para a geração Y como alternativa à cerveja na praia ou no churrasco.

Muitos consideram a França o epicentro da produção de vinho rosé, 42 por cento dela saindo da Provence, mas a Espanha vem logo atrás, em segundo lugar, e os EUA em terceiro. Enquanto o consumo geral de vinho se manteve estável em termos absolutos, o consumo de vinho rosé aumentou 20 por cento desde 2002, sendo que os EUA e a França representaram quase metade da demanda mundial, segundo o Conseil Interprofessionnel des Vins de Provence (CIVP).

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