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Polícia dos EUA pede identificação de drones de civis

Alan Levin

(Bloomberg) -- Em um incêndio recente em um apartamento em Oakland, na Califórnia, o xerife-adjunto que coordenava a equipe de bombeiros com uma câmera de vídeo acoplada a um drone se deparou com um novo perigo: um quadricóptero civil que sobrevoava o local.

"Aconteceu duas vezes nos últimos meses", disse o xerife-adjunto do condado de Alameda, Richard Hassna, chefe de pilotos do departamento, que estava manobrando o aparelho. "Estávamos sobrevoando o local de um incêndio para transmitir informações à agência de comando quando, de repente, um drone civil apareceu logo abaixo de nós e estacionou ali."

Por causa dessas intromissões - e do medo de que drones sejam usados por terroristas - as forças de segurança estão pedindo que milhões de drones civis sejam equipados com dispositivos de rastreamento por rádio para que possam ser identificados. A ideia é apoiada também por grandes usuários comerciais, como a Amazon.com e a Alphabet, que querem um ordenamento do céu para operarem frotas de robôs voadores que realizarão entregas.

Mas a ideia está irritando os usuários independentes, que não querem ser monitorados pelo governo nem que suas rotas de voo sejam publicadas em sites públicos.

"Eu não quero ser monitorado em todos os lugares", disse Kenji Sugahara, dono de empresas que operam drones para fazendeiros e cineastas e também diretor de políticas da Drone User Group Network. "As pessoas estão muito preocupadas com a privacidade individual."

No entanto, os órgãos reguladores estão trabalhando exatamente em um requisito do tipo. A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês) criou um painel consultivo em junho com mais de 70 representantes da indústria e dos usuários de drones -- incluindo Sugahara -- em uma tentativa acelerada de desenvolver requisitos para que aeronaves movidas a bateria possam ser identificadas no céu. Eles precisam terminar a tarefa até 30 de setembro para que a FAA possa começar a elaborar as regras.

O grupo já fez "um progresso realmente bom", disse o administrador da FAA, Michael Huerta, em entrevista. Apesar de preferir não comentar assuntos específicos, ele disse que uma das áreas em que o comitê consultivo está trabalhando é a do estabelecimento de uma linha de demarcação entre os brinquedos menores que não representam uma ameaça e os aparelhos mais capazes, que podem transportar uma bomba ou ser usados para vigilância.

Os avanços tecnológicos possibilitam a discussão. É possível instalar aparelhos baratos e pequenos em drones para transmitir sua posição. As transmissões de rádio que os drones já utilizam para a navegação também podem ser monitoradas.

A uAvionix Corp., com sede na Califórnia, desenvolveu um transmissor de rádio do tamanho de uma moeda que forneceria dados precisos de monitoramento de drones, segundo seu site. A chinesa SZ DJI Technology, maior fabricante de drones civis do mundo, afirmou no início do ano que poderia adaptar os sinais de controle de rádio existentes para identificar e monitorar seus aparelhos. Os mesmos dados também podem ser transmitidos pelas redes de telefonia celular.

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