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Chevron e Total retiram estrangeiros da Venezuela, dizem fontes

Rodrigo Orihuela, Mikael Holter e Lucia Kassai

(Bloomberg) -- A Repsol retirou todos os trabalhadores estrangeiros de seus campos de petróleo na Venezuela em meio à crescente crise política, enquanto a Chevron e a Total removeram um pequeno número de funcionários, disseram pessoas informadas sobre as empresas. A norueguesa Statoil retirou toda a sua equipe de expatriados do país.

Os trabalhadores de campo da Repsol deixaram o país nas últimas semanas, disseram duas pessoas, que pediram anonimato por discutirem um assunto confidencial. Uma equipe mínima foi mantida em Caracas, disse uma das pessoas. A Chevron removeu menos de 10 funcionários estrangeiros e mantém um número substancial de expatriados no país, disseram pessoas com conhecimento do assunto que não estavam autorizadas a discutir as operações. A Statoil retirou seus últimos três trabalhadores estrangeiros antes das eleições de 30 de julho, disse Erik Haaland, porta-voz da empresa.

A partida dos trabalhadores será uma preocupação para o governo porque a produção de petróleo, que despencou nos últimos dois anos, responde por 95 por cento das receitas em moedas estrangeira da Venezuela. A Repsol gera cerca de 10 por cento de sua produção no país, onde possui participação no campo de petróleo pesado de Carabobo. A empresa espanhola também é sócia do projeto Perla, o maior depósito de gás offshore da América Latina, juntamente com a Eni.

Um porta-voz da Eni, que tem sede em Roma, afirmou que a empresa mantém apenas pessoal expatriado essencial no país. Atualmente a empresa não considera uma evacuação, mas continua monitorando a situação, disse ele.

Vários expatriados da Chevron que estavam em viagem fora da Venezuela receberam ordem para não voltar imediatamente, segundo uma das pessoas. Os funcionários cujas atribuições estavam programadas para terminar nos próximos seis meses tiveram seus contratos reduzidos e alguns foram convidados a realizar trabalhos relacionados à Venezuela remotamente dos EUA ou de outros países, disse a pessoa.

Em comunicado enviado por e-mail, a Chevron afirmou que não comenta "assuntos de segurança ou de pessoal".

Volta possível

A Total, a gigantesca petroleira francesa, retirou mais de 10 funcionários do país, incluindo cinco gerentes, disse a pessoa. Os funcionários serão autorizados a voltar para a Venezuela se a situação melhorar, disse a pessoa. A empresa não deu retorno imediato a um e-mail com pedido de comentário após o horário comercial.

A violência aumentou antes da eleição de julho para eleger os membros da assembleia constituinte, que a oposição denunciou como um golpe do presidente Nicolás Maduro. Apesar de a eleição ter enfrentado acusações de fraude, inclusive da empresa que forneceu as máquinas de votação, a nova assembleia se reuniu na semana passada. Uma de suas primeiras medidas foi remover a procuradora-geral, que vinha sendo crítica ao governo.

A Repsol ainda mantém cidadãos venezuelanos trabalhando em suas operações, disse uma das pessoas, sem especificar o número de funcionários estrangeiros no país. A Statoil também continua mantendo venezuelanos em suas instalações, disse Haaland.

--Com a colaboração de Dan Liefgreen e Joe Carroll

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