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Por que o capital privado aposta no hábito de pagar on-line

Sarah Syed

(Bloomberg) -- As empresas de private equity, que possuem uma quantidade recorde de caixa, estão mirando um nicho do setor de compras on-line como a próxima fronteira na busca de retornos.

As empresas de processamento de pagamentos, que criam a tecnologia que permite comprar pela internet e pelos dispositivos móveis, estão recebendo muitos investimentos neste ano, porque os compradores procuram maneiras de ganhar com a transição para gastos on-line.

As empresas de aquisição consideram que o mercado está fragmentado e pronto para uma consolidação. Além disso, ele também é uma parte fundamental do varejo on-line, que está crescendo rapidamente. As vendas de comércio eletrônico no varejo aumentaram 23 por cento nos 12 meses até junho, para US$ 2,29 trilhões, segundo a empresa de pesquisa EMarketer. A companhia prevê que as compras on-line representarão mais de 16 por cento do total global de vendas de varejo em 2021 e chegarão US$ 4,48 trilhões.

"A nossa opinião é que hoje o status quo não é uma opção para pagamentos", disse Jeff Paduch, diretor administrativo da Advent International. "A regulamentação e a tecnologia estão promovendo uma mudança do mercado, reduzindo as barreiras para a entrada e criando mais concorrência. Nunca foi tão fácil entrar e construir escala nos pagamentos."

O gasto em transações por empresas de serviços financeiros on-line cresceu mais de sete vezes nos últimos 12 meses até a terça-feira e 2017 já é o ano de maior atividade em matéria de transações no setor em mais de dez anos, segundo dados compilados pela Bloomberg.

O interesse do private equity pelo setor em crescimento constitui uma mudança para muitas empresas de aquisição mais acostumadas a ganhar dinheiro renovando marcas de consumo antiquadas do que investindo em inovação.

Menos dinheiro

Os consumidores usam cada vez menos dinheiro vivo e preferem cartões de débito e crédito e detalhes de pagamento armazenados on-line, segundo o 2017 World Payments Report da Capgemini e do BNP Paribas.

As transações não-monetárias cresceram 11 por cento globalmente entre 2014 e 2015, o maior crescimento em dez anos. A projeção é de que os pagamentos de "proximidade móvel" das carteiras móveis, que armazenam as informações dos cartões e dos pagamentos dos clientes em smartphones, crescerá de US$ 3 bilhões em 2013 para US$ 53 bilhões em 2019, de acordo com o relatório.

A tendência será auxiliada por mudanças nas regulamentações que encorajarão diversos sistemas de pagamento a trabalhar em conjunto, e pelo aumento da segurança, que garante aos clientes que suas informações financeiras estarão seguras, de acordo com o relatório.

"Os pagamentos eletrônicos estão no lado certo da história", disse Paduch, da Advent. "No entanto, o mercado enfrenta muitos problemas, entre eles o aumento da concorrência, das regulamentações, das mudanças e a necessidade de investimentos constantes em tecnologia para impulsionar a inovação."

Para entrar em contato com o repórter: Sarah Syed em Londres, ssyed35@bloomberg.net.

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