Bares de champanhe misturam sabores sofisticados e populares

Elin McCoy

(Bloomberg) -- Talvez tudo tenha começado quando Bill Murray conseguiu convencer os esnobes do vinho de que era chique tomar champanhe com gelo.

Nos últimos anos, o champanhe tem tido um muito sucesso no mundo -- é uma das três categorias de vinho que crescem mais rapidamente, de acordo com um estudo da VinExpo e da IWSR publicado em junho de 2017 e em 2016. E as exportações de champanhe para os EUA aumentaram pelo quarto ano consecutivo, para 21 milhões de garrafas. O estudo também projeta que o consumo global de champanhe aumentará mais 8,7 por cento em 2019, bem acima do consumo total de vinhos, de 1,4 por cento.

E com todo esse entusiasmo pela bebida efervescente chega uma nova tendência, os bares borbulhantes.

No Air's Champagne Parlor, um divertido "salão e sala de estar" art déco especializado em espumantes que abriu há um mês no West Village de Nova York, é servido um drinque chamado WWBMD, sigla em inglês de "O que Bill Murray faria?". É champanhe servido sobre gelo com "suco de limão" e custa US$ 15.

"Eu queria mudar totalmente o paradigma do bar de champanhe para as pessoas conhecerem os novos champanhes de um jeito divertido e inesperado", explica a dona, Ariel Arce, de 29 anos.

Assim como outros bares de champanhe no novo estilo, Air's defende a ideia de que o champanhe pode ser uma bebida não formal, que combina com outras coisas além de caviar caro. Sim, Arce oferece três tipos de champanhe, mas servidos com batata frita e cebolinha.

A inspiração de Arce para o ambiente descontraído do Air's foi o popular e pouco convencional Bubbledogs de Londres, aberto há cinco anos, que combina 60 champanhes de máxima qualidade com cachorro-quente com recheios elaborados.

Nos EUA, um dos novos bares chiques de champanhe que misturam alimentos sofisticados e populares é o The Riddler, em São Francisco, que abriu em janeiro. Ele oferece waffles com batatas Tater Tot e pipoca grátis com sais aromatizados, que ajudam a ressaltar a acidez crocante do champanhe. Em uma das paredes desse espaço pequeno e luminoso se vê uma foto de Jacqueline Bisset com uma garrafa de champanhe na mão no filme Cassino Royale, de James Bond, de 1967, remarcando o tom descontraído do lugar.

Para entrar em contato com o repórter: Elin McCoy em New York, elinmccoy@gmail.com.

Para entrar em contato com a editoria responsável: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net.

©2017 Bloomberg L.P.

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