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Empresa de software da Ásia aposta em IA para crescer

Choong En Han

(Bloomberg) -- A Kronologi Asia, empresa de software cuja ação tem o segundo melhor desempenho na Ásia, está apostando na inteligência artificial para sua próxima fase de crescimento em um momento em que projeta um ano com resultados recorde.

A provedora de serviços de gerenciamento de dados considera que tecnologias como os sistemas de reconhecimento facial são fundamentais para ajudá-la a conquistar mais contratos e busca fusões e aquisições no setor de IA, disse o presidente-executivo interino do grupo, Philip Teo Chong Meng, em uma entrevista na quinta-feira.

"Estamos em negociações, mas elas ainda são muito preliminares para anunciar", disse Teo, por telefone, de Cingapura. "Queremos agregar valor a nossos serviços, que poderiam ser tão simples quanto alertas ou tão complexos como a tecnologia de reconhecimento facial."

As ações da empresa com sede em Kuala Lumpur subiram mais de 290 por cento nos últimos 12 meses, superando todos os outros 172 pares da região, exceto um, segundo dados da Bloomberg. A desenvolvedora japonesa de software Asgent ocupa o primeiro lugar, com um aumento de mais de 800 por cento.

A Índia deve superar Cingapura como principal fonte de receita para a Kronologi no próximo ano, disse Teo. O governo indiano está planejando 90 cidades inteligentes a um custo de 3,16 trilhões de rúpias (US$ 49 bilhões) para gerar empregos e impulsionar o crescimento econômico. A unidade de Kronologi no país do sul da Ásia conquistou oito projetos de vigilância Smart City em dois estados no ano passado.

Teo também vê potencial de crescimento no mercado de mídia e entretenimento de Bollywood, onde a demanda por vídeos de alta definição significa que serão gerados enormes volumes de dados.

O lucro líquido da Kronologi no primeiro semestre já equivalia a mais de 80 por cento dos resultados de todo o ano de 2016, disse Teo. A disparada do lucro refletiu o aumento da demanda pelos produtos de gerenciamento de dados da empresa ? fornecidos pela Quantum, com sede em San Jose ? depois que ataques cibernéticos como o ransomware WannaCry se tornaram mais comuns.

O WannaCry infectou cerca de 300.000 computadores em 150 países, impedindo que os usuários tivessem acesso a seu aparelho a menos que pagassem um resgate em bitcoin. Entre as vítimas estiveram o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, cujos hospitais foram afetados, além de FedEx, Nissan Motor e Renault.

"Não houve uma reação brusca" na demanda, disse Teo. "Mas com certeza as empresas se tornaram mais conscientes de nossas soluções por causa dos ataques."

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