Bolsas

Câmbio

Fundos de hedge finalmente se distanciam de Apple e Facebook

Simone Foxman e Brandon Kochkodin

(Bloomberg) -- Os fundos de hedge adoraram as ações de tecnologia da sigla FAANG por tanto tempo que não surpreende que duas delas -- Apple e Facebook - estejam perdendo a atratividade.

A Citadel, de Ken Griffin, vendeu a maior parte de sua participação na Apple: 3,4 milhões de ações. A Viking Global Investors, comandada por Andreas Halvorsen, vendeu a maior parte de sua fatia no Facebook, ou 9,6 milhões de ações. Estes são apenas dois movimentos neste sentido que foram divulgados na segunda-feira, quando os gestores de fundos de hedge divulgaram os formulários 13F, que as autoridades dos EUA exigem 45 dias após o término de cada trimestre.

Os fundos de hedge ainda mostram interesse pelas três outras componentes da sigla FAANG. A Melvin Capital ampliou sua participação na Alphabet (a dona do Google) em 248.842 ações. A Pointstate Capital aumentou sua posição na Amazon.com com a compra de 143.300 ações. A Scopus Asset Management comprou mais uma fatia da Netflix, de 425.000 ações.

Loucos pela Alibaba

Diversos fundos de grande porte tomaram ou ampliaram posições em ADRs (recibos de ações de empresas estrangeiras negociados no mercado americano) da Alibaba Group Holding, a maior empresa de comércio eletrônico da China, durante o segundo trimestre, quando os papéis bateram recorde.

A Appaloosa Management, de David Tepper, adquiriu 3,7 milhões de ações, avaliadas em US$ 520 milhões em 30 de junho, de modo que a companhia chinesa se tornou a terceira maior posição divulgada da carteira de renda variável do fundo.

A Duquesne Family Office, de Stanley Druckenmiller, comprou uma fatia de US$ 100 milhões na empresa e a Viking Global adquiriu uma posição de US$ 155 milhões.

A Alibaba anda comprando redes de supermercados e investindo em lojas físicas, uma vez que o cofundador Jack Ma prevê "desafios tremendos" no futuro para empreendimentos que atuam somente com e-commerce. Os papéis da Alibaba ampliaram os ganhos desde 30 de junho, subindo quase 13 por cento para um recorde de US$ 158,84 em 7 de agosto. A disparada tornou a Alibaba uma das empresas de tecnologia mais caras da praça.

Outros fundos de hedge, como Canyon Capital Advisors e Millennium Management, ampliaram suas posições na Altaba, a holding que controla a participação da Yahoo! na Alibaba.

Aquisição pela Amazon

A Renaissance Technologies parece ter sido a grande vencedora do acordo que mais chamou a atenção no trimestre passado. O fundo, que já tinha uma participação da rede de supermercados Whole Foods Market no final do primeiro trimestre, aumentou sua posição para 2,5 milhões de ações no trimestre seguinte. Foi uma jogada de mestre.

Em 16 de junho, a Amazon concordou em pagar US$ 42 em dinheiro pela companhia - um ágio de aproximadamente 27 por cento. Ainda melhor, o otimismo dos investidores fez da ação da Whole Foods a de melhor desempenho do S&P 500 no segundo trimestre.

Muitos outros fundos de hedge apostaram na Whole Foods no período, mas não está claro se adquiriram os papéis antes ou depois do anúncio do acordo. Och-Ziff Capital Management Group, Tourbillon Capital Partners e York Capital Management revelaram posições novas na companhia.

--Com a colaboração de Katia Porzecanski

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos