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Sublocação do Credit Suisse à WeWork é impedida, dizem fontes

Jack Sidders

(Bloomberg) -- A proprietária de imóveis St Martins Holdings, do Kuwait, bloqueou um acordo no qual o Credit Suisse sublocaria espaço de escritórios no distrito financeiro de Canary Wharf, em Londres, para a WeWork, disseram duas pessoas com conhecimento das negociações.

A proprietária de imóveis se recusou a permitir que a empresa de escritório flexível assumisse uma parte do espaço do banco no número 5 de Canada Square ou acertasse um novo aluguel prolongado pelo espaço, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque as conversas foram privadas. A St Martins estava, em parte, pouco disposta a se comprometer com um contrato de aluguel de longo prazo com a WeWork por se tratar de uma empresa relativamente nova, disseram as pessoas.

O contrato de aluguel do Credit Suisse vai até 2027 e a proprietária de imóveis tem o direito de bloquear sublocações envolvendo provedores de escritórios flexíveis, segundo os termos do contrato, disseram as pessoas. A St Martins concordou com a negociação que permitiu que o Credit Suisse sublocasse espaço no prédio para a Thomson Reuters no ano passado.

Porta-vozes da WeWork, que cresceu rapidamente desde sua fundação, em 2010, e do Credit Suisse preferiram não comentar sobre a sublocação. A St Martins não deu retorno aos telefonemas e e-mails em busca de comentários.

As provedoras de co-working e escritórios flexíveis superaram os bancos e as empresas de tecnologia e se tornaram a maior fonte de demanda por escritórios na região central de Londres no primeiro semestre do ano, arrendando 82.000 metros quadrados de espaços de trabalho, segundo dados compilados pela Cushman & Wakefield. É o equivalente a 18,3 por cento de todo o espaço alugado no período.

A WeWork, quinta maior startup do mundo, atualmente opera em 16 endereços em Londres e anunciou acordos que ampliarão esse número para 22, incluindo aquela que será a maior instalação de co-working do mundo, na margem sul do Rio Tâmisa. A empresa realizou uma promoção na capital do Reino Unido no início deste ano oferecendo aluguéis pela metade do preço e de até dois anos porque queria ganhar novos membros para preencher o espaço.

A empresa também usou a promoção para mirar novos usuários atualmente baseados em outros espaços de co-working de Londres por meio de corretoras. Um cliente corporativo da The Office Group, empresa que tem a Blackstone Group como sócia majoritária, transferiu recentemente cerca de 300 mesas para uma unidade da WeWork após receber uma oferta segundo a qual teria um primeiro semestre de aluguel gratuito, disseram duas pessoas com conhecimento do acordo, pedindo anonimato porque os termos são privados.

A WeWork possui quase 20.000 membros em Londres, está se expandindo a cada mês e a promoção esteve em vigência por um curto período, disse a porta-voz, em comunicado por e-mail. Um representante da Office Group preferiu não comentar.

"A WeWork é um modelo não comprovado em meio à desaceleração da ocupação", disse Mike Prew, analista imobiliário da Jefferies, em nota a clientes na quinta-feira. "As experiências passadas no setor não foram animadoras."

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