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Restrições chinesas não afetariam imóveis nos EUA: Brookfield

Sarah Mulholland e Erik Schatzker

(Bloomberg) -- Os preços de imóveis comerciais, que rondam picos recorde nos EUA após seis anos de boom, são sustentáveis mesmo se os órgãos reguladores chineses aumentarem as restrições ao investimento no exterior, de acordo com a Brookfield Property Partners.

A quantidade de capital injetado em imóveis, proveniente de diversas regiões ? inclusive da Europa e do Oriente Médio ? é suficiente para compensar qualquer desaceleração possível do investimento chinês, disse o CEO da Brookfield Property, Brian Kingston, em entrevista à Bloomberg Television. Embora os compradores asiáticos costumem formar parte dessa equação, uma transição global, dos ativos de renda fixa aos imóveis, dará impulso ao valor das propriedades no futuro imediato, disse ele.

"Houve muitas manchetes sobre a quantidade de capital que vinha da Ásia", disse Kingston, sócio administrativo sênior da Brookfield Asset Management, a empresa controladora da Brookfield Property. "A realidade é que a base é ampla. [O capital] vem de vários lugares."

O crescimento dos preços de edifícios comerciais nos EUA, como torres de escritórios e prédios de apartamentos, nivelou nos últimos 12 meses, de acordo com a empresa de pesquisa Green Street Advisors, e a crescente desconexão entre compradores e vendedores está diminuindo o entusiasmo com novos negócios. Em Manhattan, um dos maiores beneficiários do fluxo de capital estrangeiro nos últimos anos, o volume de transações despencou 39 por cento no primeiro semestre em comparação com o ano anterior, para US$ 18 bilhões, de acordo com o Conselho Imobiliário de Nova York, uma organização comercial.

Mesmo assim, aconteceram algumas transações de muito sucesso. Em março, o conglomerado chinês HNA Group concordou em comprar o número 245 da Park Avenue por US$ 2,21 bilhões, um dos preços mais altos já pagos por um arranha-céu de Nova York, da Brookfield Property e de seu sócio com 49 por cento no edifício, o Sistema de Aposentadoria dos Professores do Estado de Nova York.

"Nos últimos anos, vínhamos realizando vendas na maioria dos grandes mercados e vínhamos comprando nesses mesmos mercados", disse Kingston. "Isso de fato define o modo em que investimos em imóveis: compramos ativos, reposicionamos e aumentamos a receita. E, por último, vendemos e reempregamos o capital na próxima oportunidade."

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