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Analistas do Bitcoin competem por previsão mais elevada

Camila Russo

(Bloomberg) -- Nem mesmo os céticos conseguem evitar o bitcoin.

Aparentemente, todos estão elaborando uma projeção de preços na atualidade, e alguns dos maiores bancos, incluindo o Goldman Sachs, entraram no páreo, enquanto especuladores de investidores de longo prazo também estão fazendo suas apostas.

O consenso é que a maior moeda criptografada enfrentará alguma resistência perto da faixa entre US$ 4.500 e US$ 4.800 e uma correção, e que depois continuará subindo. Até quanto? Paul Veradittakit, da Pantera Capital Management, Tom Lee, da Fundtrat Global Advisors, e John Spallanzani, da GFI Group, preveem que a moeda chegará a US$ 6.000 até o fim do ano e Ronnie Moas, da Standpoint Research, afirma que o bitcoin continuará subindo e chegará a US$ 7.500 em 2018.

O bitcoin teve grande sucesso neste ano, mais do que triplicando de valor, superando a marca de US$ 4.000 e atingindo o recorde de US$ 4.477 na semana passada. Desde então, a moeda recuou cerca de 7 por cento em relação ao ponto mais alto, porque os investidores recolheram lucros e se perguntaram se o rali não havia chegado longe demais. A crescente adoção e o interesse dos investidores institucionais, o acordo em relação ao mecanismo para acelerar as transações e as medidas regulatórias que ajudarão o ativo a ampliar seu alcance são alguns dos motivos que explicam os ganhos.

"Estamos em uma posição muito saudável agora", disse Veradittakit, vice-presidente da Pantera Capital, que investe em bitcoins desde 2014. "Há muito interesse dos traders e das principais firmas financeiras na ascensão de todas essas novas moedas criptografadas, mas quando eles se expuserem pela primeira vez nesse segmento, será com o bitcoin. É a moeda com maiores liquidez e marca."

Veradittakit afirma que o bitcoin ficará próximo dos níveis atuais e subirá mais quando sua tecnologia básica for atualizada, em novembro. Na ocasião, o tamanho do blockchain do bitcoin deverá dobrar para dois megabytes, ampliando a velocidade da transação. O analista é encorajado também pelas informações das bolsas locais nas quais a Pantera investe, que apontam que as transações transfronteiriças estão aumentando.

Mas o caminho futuro pode ser difícil. Sheba Jafari, analista técnica do Goldman Sachs, escreveu em nota a clientes de 13 de agosto que o bitcoin poderia perder cerca de 40 por cento de seu valor após alcançar US$ 4.827. Em nota separada, analistas do Goldman Sachs afirmaram que o espaço está ficando suficientemente grande, com mais de US$ 100 bilhões em capitalização de mercado, para merecer atenção.

Moas, da Standpoint Research, afirmou em relatório de 14 de agosto que o bitcoin poderia chegar a US$ 50.000 em 2027 porque, estima, o número de usuários da moeda criptografada subirá dos 10 milhões atuais para 100 milhões nos próximos anos.

"Para mim, é como se estivéssemos no mesmo ponto da curva de adoção que estávamos em 1995" com a internet, escreveu Moas. "A moeda criptografada será aceita mais amplamente a cada dia."

Para entrar em contato com o repórter: Camila Russo em N York, crusso15@bloomberg.net.

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