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Manhattan oferece residências para idosos a US$ 20.000 por mês

Oshrat Carmiel

(Bloomberg) -- Manhattan está prestes a virar campo de testes para aquilo que pode vir a ser a próxima explosão dos imóveis de luxo. Bem, talvez uma miniexplosão, considerando o público-alvo muito pequeno: idosos urbanos frágeis com contas bancárias gordas.

As incorporadoras estão investindo centenas de milhões em projetos de apartamentos assistidos de alto padrão, um em Upper East Side e outro em Midtown, e estão buscando mais em outras partes dos EUA. A aposta é que existe um número suficiente de ricos que estão envelhecendo em grandes cidades e que não querem deixar seus bairros, mesmo sofrendo declínio cognitivo.

É claro que apenas um grupo muito pequeno, com qualquer idade ou capacidade mental, é capaz de pagar os aluguéis mensais que esse tipo de lugar exige. Os preços começam em US$ 12.000 no complexo que a Maplewood Senior Living e a Omega Healthcare Investors estão erguendo na Segunda Avenida e na Rua 93. Alguns superarão a casa dos US$ 20.000 no edifício que a Welltower e a Hines estão prestes a começar a construir na esquina da Rua 56 com a Avenida Lexington.

Eles ostentarão as usuais regalias de luxo, como porteiros uniformizados e jardins com paisagens exuberantes. Mas também incorporarão recursos especiais para pessoas idosas e com problemas de memória, como cores de paredes com fortes contrastes nos banheiros, para ajudar pessoas com deficiências de visão a identificarem as instalações, e iluminação de corredores projetada para melhorar o sono durante a noite.

"O risco é ser um anti-Campo dos Sonhos -- construir tudo isso e não aparecer ninguém", disse Michael Knott, diretor-gerente da Green Street Advisors, uma empresa de pesquisa imobiliária. "Mas a falta absoluta de oferta deste produto gera alguma esperança de que, apesar de os projetos serem pioneiros, haverá demanda."

Grupo mal servido

Os idosos com demência ou mal de Alzheimer são um grupo mal servido, independentemente da renda. Segundo a Welltower, existem apenas 70 leitos licenciados para cuidados da memória em Manhattan. E apesar de o distrito estar saturado de ofertas de condomínios de luxo, nenhuma nova instalação de vida assistida foi aberta na região desde 2005, pelo menos, quando o National Investment Center for Seniors Housing & Care começou a acompanhar os projetos. Existem apenas 622 unidades desse tipo no distrito, com ocupação média de 97 por cento e aluguéis médios de cerca de US$ 6.020.

"Estamos vendo pessoas que estão em Nova York, querendo e exigindo morar em Nova York, mas realmente não há nada disponível", disse Greg Smith, CEO da Maplewood, com sede em Westport, Connecticut, que possui 13 comunidades para idosos, a maioria deles no subúrbio, e uma fazenda de 19 hectares que fornece alimentos para suas propriedades.

Este pode ser o melhor momento para apostar em Manhattan porque há residências de luxo disponíveis e os valores dos terrenos caíram 21 por cento até esta altura do ano, segundo a corretora Cushman & Wakefield. "Devido ao que está acontecendo de uma forma mais ampla no setor imobiliário da cidade de Nova York, parece que os ventos estão se movendo em uma direção que nos permitirá encontrar bons lugares", disse Thomas DeRosa, CEO da Welltower em Toledo, Ohio, nos EUA, a maior empresa de capital aberto proprietária de imóveis para idosos em valor de mercado.

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