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Investidor do Candy Crush quer acordo melhor para futebol inglês

David Hellier

(Bloomberg) -- A cada ano, os 20 principais times de futebol da Inglaterra dividem uma receita de 1,7 bilhão de libras (US$ 2,2 bilhões) obtida com a transmissão doméstica -- um capital que tem permitido transferências recorde de jogadores, investimentos em estádios e instalações de treinamento e a limitação dos aumentos dos preços dos ingressos.

As 72 equipes que estão abaixo da Premier League inglesa -- Championship, League One e League Two -- dividem apenas 88 milhões de libras por ano, e em abril quatro desses clubes lutavam para manter as contas em dia, segundo o grupo Begbies Traynor.

A English Football League e essas três subdivisões precisam de mais dinheiro, e o presidente do Derby County, Mel Morris, diz que há uma forma de consegui-lo. Empreendedor do ramo de internet que ganhou milhões com investimentos na King Digital Entertainment, produtora do jogo Candy Crush Saga, e na uDate, Morris está incitando outros proprietários de clubes e executivos a repensar a estratégia de mídia da liga em um momento em que se iniciam as negociações finais para renovar seu contrato atual de três a cinco anos com a Sky e a Channel Five.

Ele ressalta que a EFL, com equipes como Leeds United, Derby e ex-campeões europeus como Aston Villa e Nottingham Forest, tem muitos torcedores e uma audiência de TV de cerca de um terço da Premier League. Mesmo assim, a Sky pagou à Premier League cerca de 11,1 milhões de libras por partida transmitida -- quase 20 vezes mais do que o total recebido pela EFL.

Se em vez de vender todos os direitos de transmissão a uma única empresa, a liga os dividisse entre TV paga, TV gratuita e mídia on-line, Morris diz que ela liga poderia conseguir até 300 milhões de libras por ano -- montante consideravelmente superior aos 180 milhões de libras que a EFL estaria prestes a aceitar, segundo reportagens dos jornais The Guardian e Daily Mail. Mais pontos de venda e plataformas também poderiam resultar em uma exposição maior para a liga: no ano passado, a Sky transmitiu menos de 10 por cento de todos os jogos da EFL.

"A venda dos direitos britânicos de todas as partidas da EFL por três temporadas com um contrato que prevê a monetização de apenas 9 por cento dos jogos foi, e é, um suicídio comercial", escreveu Morris em proposta apresentada aos outros proprietários e executivos da liga.

O Derby County afirma que muitos outros clubes da liga apoiam a reestruturação dos direitos de transmissão, mas que a decisão final caberá ao CEO da liga, Shaun Harvey, e ao seu conselho. O diretor de finanças do Derby County é um diretor alternado.

"A EFL não fará nenhum comentário sobre a venda de seus direitos domésticos de transmissão até que o processo de licitação seja concluído e que as aprovações necessárias sejam garantidas. Não há nenhum cronograma ou prazo para terminar esse processo", informou a EFL em declaração enviada por e-mail. A consultoria Oliver & Ohlbaum, que assessora a estratégia de mídia da liga, preferiu não comentar o assunto pelo fato de o processo estar em andamento.

A Sky, que reorganizou sua oferta esportiva para incluir dois canais inteiramente dedicados ao futebol, preferiu não comentar.

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